segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Macau e as gambling evenings

Não foi a primeira vez que Maria Calíope esteve em Macau, como o querido leitor estará lembrado, mas o encantamento, que já da outra vez não foi muito, conseguiu reduzir-se. A viagem até se fez estranhamente bem, mesmo com 12 horas de voo, não sei quantas tempestades na Europa, a viagem de barco e o aviso de tufão. No entanto, aquele clima dá cabo de mim! Saí de Viena com o cabelo liso e sedoso, ao entrar no hotel em Macau o meu cabelo já tinha algumas semelhanças com um ninho de ratos... até ao fim da minha estadia só piorou. Eu achava que o clima era o factor que mais me aborrecia na Ásia - especialmente a mudança térmica entre dentro e fora de portas - até me ter confrontado com problemas de comunicação. É terrível! Não vou discorrer muito sobre esse assunto, mas uma ideia que tinha a marinar na minha cabeça e que iria averiguar in loco foi logo abortada. Viver em Macau não é para mim. A conferência correu bem. Encontrei muitas pessoas conhecidas, muitas pessoas conhecidas encontraram-me, talvez tenha sido por isso que pela primeira vez em 6 anos não tenha dado um único cartão de visita... (mas agora o whatsapp faz maravilhas, verdade seja dita). Não fiz um brilharete com a minha comunicação, mas também não passei vergonha.

O que gostei mais de Macau foi o mesmo que da outra vez: os casinos. Não consegui ir ao novo Parisian com muita pena minha, mas fui a outros tantos (o Wynn, o Casino Lisboa e o City of Dreams) onde joguei e não perdi tudo. É engraçado que me lembro de ter jogado umas fichas no Venetian da outra vez meia a medo por recear pôr a minha relação estável em jogo! (Tanto bullshit numa frase só, meu Deus!) e joguei e perdi e achei que teria um happy end com o homem do Báltico. Foi end foi e logo 2 semanas depois do meu regresso!
Desta vez achei que não teria nada a perder. O homem dos Balcãs?! Não é meu, por isso não o posso perder... por isso, 'bora lá fazer fortuna em Macau! Como disse, joguei e ganhei alguma coisa - o mais correcto será dizer que não perdi tudo - o que na minha lógica me dá algum alento para esta possível não-relação onde me encontro encalhada.
O curioso foi reparar na reacção das pessoas em geral (=meus colegas) sempre que fazia menção de querer ir ao casino jogar. Era como se dissesse que era toxicodependente... tanto preconceito, não estava nada à espera. O jogo pode ser um vício muito danoso e garanto-vos que sei disso muito bem, mas desde que haja peso e medida não há por que temer. Eu também bebo e não sou alcoólica, certo? Por isso, para o jogo é a mesma coisa. À partida o dinheiro para jogar é o que se pode perder. O que vier é lucro! Easy!



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