terça-feira, 8 de agosto de 2017

Comédias românticas

No outro dia, ouvia um programa qualquer de rádio onde o Pedro Mexia resumiu o enredo de todas as comédias românticas em meia dúzia de palavras. Era qualquer coisa como "a formação de um casal apesar de todas as peripécias e contratempos que vão sucedendo ao longo do filme". Dito isto desta forma parece a coisa menos romântica de sempre, mas não deixa de ter o seu pragmatismo. Nos últimos tempos (ahahahah desde Maio) que ando a pensar neste tipo de enredo. No caso era mais de telenovelas, mas no fundo, a comédia romântica acaba por ser uma telenovela muito compactada.
Já fui grande consumidora tanto de umas como de outras e por isso tenho alguma base de apoio para tecer algumas considerações e (pior) tirar conclusões aplicando-a à minha vida... (Bom, o que é que eu não aplico à minha vida).
Com efeito, entretém-me o pensamento achar-me personagem de um filme e quando há banda sonora na rua, é mesmo tiro e queda, mas estava a dizer, ser a personagem de um filme é uma ideia que me é cara, pois é engraçado pensar que há um espectador que já está a ver o filme todo, apesar de ainda irmos nas cenas iniciais. É engraçado participar em não sei quantas tropelias e arquitectar outros tantos planos só para preencher a condição de que terá de haver peripécias e contratempos para que se complete uma hora de filme... Tantos filmes que eu vi em que a protagonista moveu montanhas, mas no fim conseguiu o seu objectivo - apesar de todos os obstáculos e vontades agrestes - e conquistou o queria. Não acredito em finais felizes, mas acredito em acasos felizes que podem resultar em caminhos felizes, mesmo que tenham cascalho de vez em quando. Eu continuo a protagonizar o meu filme e no fim espero get the boy!
Amanhã há mais uma cartada.

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