sábado, 24 de junho de 2017

Pés no chão (182)





Até parece que Maria Calíope não pára em casa tendo em conta a quantidade de Pés no Chão nos últimos tempos. Não estará assim tão longe da realidade, mas também não é a vida de luxo que parece ser! Bom luxo, luxo é esta edição dos Pés do Chão em plena casa da ópera de Reiquiavique. O que eu adorei este edifício ao ponto de a última manhã ter passado lá dentro a tirar estas maravilhosas fotos! Nota-se muito que estava de partida para outras paragens? É que ao fim de não sei quantos dias mudei de calçado!

Olhos nas estrelas, pés no chão*

Não estranho o factos de amigos meus acreditarem piamente nas minhas capacidades, quando eu própria confio em mim e sei que sou capaz de mover mundos e fundos para conseguir o que quero. O curioso é quando pessoas que achamos que não nos conhecem tão bem dizem coisas como "para ti o o longe e impossível não existe" :)

Pois realmente o meu dicionário está repleto de possibilidades e todas elas à mão de semear. (e se não estiverem eu trato de encurtar caminhos).

Arregacei as mangas e vou fazer do longe perto e transformar uma casualidade numa coisa com pés e cabeça!


* tirado daqui

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Última noite em Graz

Com direito a aula de kizomba onde se aprende as diferenças entre: kizomba, semba, tarraxinha, urban kizz e guetto-zouk...

(Sim, em Graz!)

Conversa imaginária:
- Oh Sodotora, o que mais gostou do semestre de Verão em Graz?
- Dos workshops de kizomba, claro!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Nível ditactorial

Num processo de recrutamento, foi-me pedido que facultasse a avaliação das minhas aulas. Enviei a avaliação feita por todas as turmas que lecciono no presente semestre. Tenho resultados mesmo muito bons, talvez nos 90%, com comentários bastante simpáticos face à minha prestação nas aulas. Não duvidei que seria mais um aspecto positivo na minha candidatura. Hoje solicitaram-me avaliações de semestres anteriores e eu ri-me porque afinal, em países com regimes ditactoriais, o nível de apoio ao poder governativo também costuma ser na ordem dos 90%! No entanto, neste preciso caso, socorre-me a linha de pensamento de que 90% dos meus alunos acham-me mesmo brilhante
(os outros 10% só me acham muito boa!) e 90% do meu público não pode estar enganado!
(Presunção e água benta cada um usa a que quer)
(Eu não uso água benta, por isso abuso um bocadinho da presunção)

Depois logo vos digo se fiquei com a vaga!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Horas caladas



Uma aluna esteve nos Açores e mandou-me este postal. Só o li hoje e li as entrelinhas, claro! 
Tantos anos a analisar texto e tanto texto virado que ao ler este poema consegui ver todo o sol que a minha peneira escondia. Silêncio, preciso de silêncio. E nem música se houve nesta casa.

Atirar areia para os olhos

Há uns dias, talvez desde a semana passada, que tenho dado por mim a tentar focar a visão de forma explícita e literal. Devia mudar as lentes, penso todos os dias, menos de manhã, quando efectivamente poderia pôr as lentes novas. Lembrei-me que os meus olhos me pregaram uma partida quando estive em Copenhaga há quatro anos e que por isso estivessem talvez em modo revivalista. Ontem estourou a luz do meu quarto quando cheguei. E só hoje depois desses indícios vários me lembrei de Tirésias.
Simpatizo muito com a imagem do cego que vê mais do que os outros sem problemas de visão e não estava a conseguir ver os sinais. A ver estou cega e por isso é preciso turvar-me a vista e pôr-me às escuras para eu ver aquilo que me recuso. Ando a tapar o sol com a peneira por medo da luz... mas na prática ver a luz dói e quase parece mais confortável o triste teatro de sombras.

Parece-me a altura indicada de voltar a pegar nos Cem Anos de Solidão.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Post do dia

Comecei o dia a pensar que o post de hoje seria certamente dedicado aos dinamarqueses e às suas idiossincrasias.
Voltei para casa semi-deprimida, mas decidida a escrever um post de choradinho acerca da areia que ando a atirar para os meus olhos.
Entretanto inteirei-me do que se passou/se está a passar em Pedrógão (estive o fim-de-semana praticamente desligada do mundo) e passou-me a vontade de fazer o que quer que seja, nem de vos relatar coisas bonitas que vi e muito menos de me queixar das agruras da minha vida.

Pés no chão (181)

E o prometido é devido! Cá está a aguinha borbulhante do parque dos geisers algures no triângulo dourado islandês! Eu consegui fazer a proeza de me ter posto do lado para onde o vento soprava e de ter levado com uma onda de vapor quente e quase líquido quando o geiser explodiu!

domingo, 18 de junho de 2017

Pés no chão (180)

Nem sei porque é que eu achei que era giro tirar uma foto a este chão de cascalho miudinho com este gradeamento de plástico... mas se vos interessar era a entrada do parque dos geisers que fui visitar... a água quentinha chega amanhã :)

sábado, 17 de junho de 2017

Pés no chão (179)

Não se vê muito bem o que está para lá do vidro, mas é nada mais nada menos do que uma placa tectónica! Supostamente uma parte da norte-americana. Eu não sabia que se podia ver placas tectónicas, mas na Islândia vi não apenas esta, mas também a europeia.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A.A., (onde andas?)

Quando se compra vinho no freeshop, depois de se ter pedido às companheiras de fim-de-semana que façam o mesmo nos seus aeroportos de partida, das duas uma, ou tenho problemas com álcool ou estou prestes a passar uma bela lady's night-pyjamma party-em-modo-despedida-de-solteira-ou-não ao longo de três dias!

Post em directo de Schwechat!

Pés no chão (178)

Enquanto aqui, nos Pés no Chão, continuamos a passear pelos caminhos da Islândia, Maria Calíope foi arejar ideias para um dos países que estão lá no topo dos índices de felicidade e que estranhamente ou não também tem muitas pessoas bonitas por metro quadrado. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

No pain, no gain

Já devo ter reflectido aqui acerca de uma imagem que me vem sempre à cabeça quando vejo um jogo de futebol. Um jogo de futebol reflecte a vida com tudo aquilo que tem direito. Quando se dá o pontapé-de-saída não há como prever o resultado, naquele momento do apito inicial, tudo é possível, todos os resultados podem vir a acontecer. Claro que há tendências, claro que há equipas mais fortes do que outras, claro que há estratégias melhores que outras, claro que há um trabalho de casa que pode ter sido feito ou não. O jogo vai levando o seu curso, os treinadores lá vão ajustando a equipa de acordo com o desenvolvimento da partida. Mas até ao último segundo há jogo. Há os que fazem por ganhar, há os que defendem, há os que acreditam até ao fim, há os que perdem a cabeça... e também há a pontinha de sorte, que pode virar o rumo de todos os merecimentos. Merecer é um verbo que não se deve conjugar no futebol - a bola entra ou não: são os golos que contam. É isso o que conta no fim.

A vida é a mesma coisa. Até ao fim não sabemos se vamos marcar o golo ou não. Por mais que sejamos estrategas, por mais que meçamos os nossos passos, por mais que corramos atrás do prejuízo, da bola e do que for preciso ir atrás. A claque apoia, mas não faz milagres. Até ao apito final, há esperança e tem de haver pernas. Vou acreditar, dar corda aos sapatos, fazer uso do cérebro e suar a minha camisola.
A bola vai entrar.
Porque eu acredito piamente que quem se faz ao caminho com tudo o que pode, consegue e sabe é recompensado no fim. Deus não dorme, certo?
Afinal eu era aquela com o rabo virado para a lua, não era? E para o meu pai eu sempre fui o campeão, não o posso desiludir agora.

Poesia-me III

Caligrafia-me
Geografia-me
Aritmia-me
Sinestesia-me
Astronomia-me
Poesia-me

Faz-me ver estrelas
E vamos escrever uma história

Afinal eu queria escrever coisas delico-doces e no post abaixo limitei-me a um copy-paste! Não sei se me alegro de estar assim com o coração nas mãos com aquela angústia de não saber o que me espera, se preferia a alegria solta e despreocupada que me marcou nos últimos meses. Pelo menos, enquanto ignoro respostas, escrevo coisas que me vão fazer rejubilar daqui a uns tempos, independentemente do destinatário as ler ou não. Poesia-me I. Poesia-me II e meio.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Poesia-me II e meio

Escrevi isto há coisa de um ano, deliciada com as minhas próprias palavras, apesar da falta de um sentido para onde as apontar. O dia do trabalhador é um belo exemplo dessa desorientação.
Hoje queria escrever assim também coisas com a delicadeza de um ponto de açúcar e, num passe de mágica, voltei a bater os olhos no Poesia-me II/Gato sapato. O destinatário está mais do que encontrado e espero que um dia possa ler este poema.



terça-feira, 13 de junho de 2017

Bem-aventurados os ignorantes que cantam e dançam e se alegram assim

Tinha pensado relatar-vos acerca de neuras minhas, mas em Dia de Santo António e quando Viena é brindada com temperaturas quentes e sol, parece-me mais proveitoso aproveitar a onda e desfrutar das coisas boas da vida do que destilar maus fígados. Por isso, ouça, querido leitor, uma das músicas que mais tocou aqui em casa hoje (Fallen dos Presuntos Implicados com a Randy Crawford). E eu danço. E canto. E canto e danço. E parecendo que não sou um bocadinho feliz, mesmo sem saber se a minha cartada do dia resultou.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Anda em desvario, ai ai ai menina*


Não resisiti a repetir este título e a voltar a escrever quadras de Santo António.

Hoje é noite de santos e a menina anda mesmo em desvario, coisa que não se via por estas bandas há muito, muito tempo. Mal não vai fazer, certo? E perdido por cem, perdido por mil! Vá, Santo António, mexe-te e puxa lá os cordelinhos que me faltam! Garanto-te que trato bem do resto!


Ó meu rico Santo António,
Não te podes queixar da vida que te dei
Andas comigo para todo o lado
Numa carteira de pele comprada em Bombay

A ver se fazes qualquer coisa pela minha vida,
Pus-te de pernas para o ar
E não digas que não te estimo
Pois poderias ter acabado num copo de água a nadar

Já te adiantei trabalho e fiz a pré-selecção
Na verdade, segui para estágio e bola para a frente
Portanto só tens de dar o teu aval
Para que a menina aqui fique ainda mais contente

Apesar de não acreditar em santos
Sabes que tenho um fraquinho por ti
E para além de estar a escrever rimas
Não te esqueças da vela que em Paris acendi

Neste ano não há sardinhas, nem manjericos
Não há marchas, nem broa, nem pimento assado
Orienta-me mas é o tipo acolchoado dos Balcãs
Conhecedor de bacalhau, kizomba e sanã cá para este lado!

domingo, 11 de junho de 2017

A vida resolve-se por si mesma

Ultimamente tenho batido imenso na tecla do what goes around comes around em diferentes níveis. Não é nada de novo nesta casa, não é nada de novo nesta cabeça, mas nos últimos tempos o alinhamento cósmico tem-me feito pensar bastante nesses termos. Ainda há umas semanas falava-vos do jogo das cobras e das escadas... Hoje apercebi-me de outra conjugação improvável que me faz matar dois coelhos numa cajadada só: ando em negociaçoes para uma estadia de Erasmus na Escandinávia e assim de repente quem é que lá vai estar na mesma altura? John Legend, o próprio! :)  Eu rejubilei, pois já estava atenta ao calendário de concertos há meses e a magicar onde é que seria mais prático ir vê-lo (isto parece tarefa recorrente e desta feita parece que Viena não consta do cartaz). E assim, zack, junto trabalho a lazer!

Estou muito grata. Mesmo! E é por estas e outras que penso que alguma coisa bem ando a fazer na vida!

Vamos ver se as outras pontas soltas se resolvem por si também! Continuamos todos a fazer figas, não é querido leitor?

352º momento cultural: Rodin no Grand Pallais



Lembro-me desde sempre de postais com esculturas de Rodin penduradas no meu quarto de Lisboa. Não sei precisar quando conheci Rodin, mas posso garantir que foi amor à primeira vista. Das outras vezes que estive em Paris fui à sua casa-museu e já tinha visto algumas outras exposições dedicadas a ele noutros sítios. No entanto, esta exposição por ocasião do centenário da sua morte bateu tudo o que já tinha visto. Adorei, adorei, adorei! Tinha trabalhos dele antigos, as suas fontes de inspiração, as suas obras, colegas contemporâneos e por fim artistas que se inspiraram nele.
Fiquei mesmo contente de poder ter havido este alinhamento cósmico que me fizeram estar em Paris nesta altura. É curioso pois há cerca de um ano, lá tinha ido eu picar o ponto ao Grand Pallais ver o Amadeo Souza Cardoso.



Vamos começar pelo fim com este Barry Flanagan. Eu adorei os coelhos a dançar e mais ainda as suas sombras projectadas. Faz-me lembrar um Schiele muito atípico que tenho pendurado na cabeceira da minha cama: Drei Männer.





Aparentemente este Romeu e Julieta serve de resposta ao famoso Beijo. Possivelmente já o tinha visto, mas não me lembrava nada e este efeito surpresa resulta bastante. Até posso confessar que gosto mais desta resposta do que o Beijo original, apesar de ser aquele monumento a que uma pessoa nunca fica indiferente - eu pelo menos.





Este foi talvez a maior surpresa da exposição! A Árvore da Vida de um artista croata que eu reconheci da frente do Teatro Nacional em Zagreb! Fico mesmo contente quando consigo entrelaçar estas pontas soltas na minha cabeça!






351º momento cultural: Nelson Freitas no Olympia

Desde que soube que o Nelson Freitas ia actuar a Paris fiquei com pulgas no rabo... Paris é a um pulinho daqui e calhava num fim-de-semana... estava mesmo a pedi-las! E, já sabemos, Maria Calíope é uma fácil quando se trata de fruir a vida! Já tinha visto o Nelson Freitas uma vez e foi tão divertido que achei que valia a pena repetir o prazer em Paris! E lá fui eu!
Sempre imaginei que o Olympia fosse uma sala maior ou com um ar mais impressionante... se calhar, as salas de concertos aqui de Viena habituaram-me mal. De qualquer modo, nos últimos anos, comecei a preferir concertos em salas mais pequenas por isso foi perfeito!
Aqui na imagem parece lotado, mas no sítio onde eu estava não parecia assim tão cheio.
Eu e o meu amigo parisiense fomos para a plateia, porque menina Maria Calíope queria dançar. O pobre coitado que me acompanhou não sabia assim tão bem ao que ia... e no fim disse-me que tinha gostado de umas 5 músicas das 15? 20? cantadas. Já, Maria Calíope estava nas suas sete quintas: cantou, dançou, tirou algumas (poucas) fotos, cantou e dançou ainda mais. Ser feliz é isso, não é?
O concerto não foi all that no sentido em que a entrada do Nelson Freitas em palco não foi nada de especial, não houve verdadeiramente uma grande produção, mas o facto de estar a consumir aquela música toda ao vivo é toda uma outra experiência! Eu queria era cantar e dançar e não ver um espectáculo pirotécnico, por isso foi mesmo fixe. Mas falando em fogo-de-artifício, se calhar até houve... quando o Djodje subiu ao palco! Oh! Que alegria! :D Em Fevereiro não fazia ideia quem era, em Maio já o vi duas vezes ao vivo! Beware of what you wish for, Maria Calíope! E desconfio que ele seja o próximo a tocar em nome próprio no Olympia. Até o Nelson Freitas deu a dica!


Paris miragem, Paris provação

Fui parar a Paris numa daquelas minhas combinações tão manhosas quanto típicas. Já não fazia destas há anos (décadas?). Não é de agora que tenho a sensação que estou a reviver os meus 20 anos, mas em melhor, ou seja, com quase 40! :D
A motivação principal foi ir a um concerto, mas de boleia ia encontrar-me com a pessoa que estava sentada ao meu lado no voo para Santiago em Fevereiro, com quem iria ao dito concerto! Como se isto não fosse já bastante, resolvi, puxar dos meus galões de ginasta chinesa, e encaixar ainda um outro encontro muito sui generis. Andei meses entusiasmadíssima com esta perspectiva!

A minha mãe chegou a fazer piadas: "As amigas da Calíope deviam aprender com ela e andar mais vezes de avião!" quando eu comentava com ela que algumas amigas minhas tinham problemas em conhecer pessoas novas.

No entanto, nas vésperas da minha viagem houve aquele terramoto nos e dos balcãs e de repente, Maria Calíope já não queria ir a lado nenhum. Vá, só ao concerto. Resultado: resolveu cancelar os encontros passíveis de serem cancelados e fingiu-se de morta nos restantes, conseguindo inacreditavelmente fazer a proeza andar entre os pingos da chuva, sem se molhar! Nem um pinguinho de chuva!!! É uma artista sem dúvida! 

E ainda conheceu a sua futura guia para a sua futura travessia do Chile. Dançou imenso no concerto. Foi visitar Rodin. E ainda passou belos dias estivais em Paris!
É bom fazer o bem - é a moral desta história!

sábado, 10 de junho de 2017

Aguenta coração!


:O 
foi mesmo esta a cara de Maria Calíope... isso e uma síncope cardíaca!
E já se houve alegremente este maravilhoso saxofone cá por casa.

Temos é de trabalhar essa capacidade de reacção no acto, Maria Calíope, pois só ficar histérica alternando com a falta de ar e depois responder em monossílabo... não dá!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Pergunta para queijinho

Como é que numa quinta-feira de noite numa cidade como Graz há mais de 50 pessoas que se juntam para aprender a dançar... kizomba? (Metade homens)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Duas cartas

Uma de apresentação para uma vaga.

Outra com o título provisório de "Collateral beauty".

Eu sei que vos estou a dever mil posts: relatos de Paris, outros quantos momentos culturais e quem sabe até o perfil do mouro que me está a dar cabo da cabeça. Hão-de vir assim que o fluxo laboral abrandar.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Vamos poupar água?

Faltavam 15 minutos para o check-out.

O tempo urge

Uma pessoa a querer desfrutar um pouco do seu pseudo-desgosto-amoroso (pseudo porque ainda não foi bem um desgosto desgosto irreversível, foi só um vento agreste que arrastou a pessoa para o lado contrário - espera Maria Calíope, a pessoa), mas então a pessoa a querer gozar um pouco desta melancolia asfixiante e eis que é bombardeada com tantas solicitações que nem tem tempo para respirar aquele ar sorumbático para prolongar a sua tristeza:
- é confirmação do convite para Erasmus na Escandinávia
- é pedido para ser anfitriã de uma colega Erasmus
- é anúncio de emprego à sua medida, mandada para a sua caixa de correio
- é convite para a redacção de um artigo para uma revista da nossa praça
e no meio tudo, a pessoinha está entaladíssima em trabalho (que até foi trabalhar ontem - feriado) e em época de avaliações.

Se posso fazer isso tudo, também não há motivo para haver interregno de posts, certo?

domingo, 4 de junho de 2017

St. Peter im Sulmtal

O sucedido:

20:28 - Continuo viva, caso alguém esteja preocupada com a minha integridade física.
Só que não:
22:02 - Coração acabado de ser partido.


O comentário:
Talvez o Santo António não estivesse desconfortável o suficiente e a vela se tenha apagado.
E agora, de regresso, para pôr mais sal das feridas, toca a ouvir isto (P. Lowe) e foi tiro e queda: choro instantâneo.

Tirando isso: Regabofe total

A ordem correcta dos haikai deveria ter sido: Versículo, Fogo, Amante, Eclipse.

Fogo

Erupção & lavas
Jamais! nas bodas de prata
Nas noites de núpcias

Corsino Fortes

sábado, 3 de junho de 2017

Amante

A vogal adentra
O coração do ditongo
Faminta de amor

Corsino Fortes

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Eclipse

Sol & Lua nova
Encenam drama & comédia
Numa exclamação

Corsino Fortes

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Versículo

Se ontem teve sede
De amor: hoje plantou a alma
No chão de amanhã

Corsino Fortes

quarta-feira, 31 de maio de 2017

E Maio termina num 31...

Quando Maio começou, Maria Calíope não fazia ideia de quantas voltas a sua vida iria dar em quatro semanas. Nem nas suas melhores previsões poderia ter antevisto o que lhe sairia na rifa. Mas também não se pode dizer que não seja visionária, pois delírios mentais é coisa que abundam por aqui.
Há coincidências inacreditáveis e se tudo e mais alguma coisa já se disse do presente 13 de Maio (os FFF em versão moderna), ninguém nem a própria Maria Calíope sabia o que lhe estava a destinar o post do 13 de Maio passado. Ela fazia lá ideia do regabofe de que estava a falar. No entanto, há que ter cuidado com as palavras, pois elas se concretizam quando uma pessoa menos espera.

Para Junho, Maria Calíope previra encher (os vossos) chouriços com uma colecção especial de haikai de Corsino Fortes. Na verdade, contava ir para Cabo Verde e por isso poesia cabo-verdiana parecia mais apropriada que os Pés no Chão do costume. A fortuna trocou-lhe as voltas, as datas, os destinos e a companhia, mas os haikai continuam a fazer sentido.

Frua-os, querido leitor, que eles gozam-se letra a letra
e, se não for pedir muito, torça também por Maria Calíope. Ela ficar-lhe-á eternamente grata.



Adriano Trapani

terça-feira, 30 de maio de 2017

Pronta para a rambóia



E é como na guerra.


Prepara-se para o pior mas espera-se pelo melhor.


E eu, por vias das dúvidas, levo armamento pesado!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Do the right thing

Nunca pensei que pudesse alguma vez dizer uma coisa destas, mas a consciência é uma coisa tramada. A consciência lembra-me de que tenho valores e princípios, que sei o que é o certo e o errado, que em última análise sei avaliar o que é o bem e o mal. Isto seria tudo óptimo, se no presente momento eu não tivesse preferido ignorar esses dois pólos de certas situações e realidades. Na verdade, poderia identificá-las à minha vontade, só não queria avaliá-las, pois é aí que a porca torce o rabo. Sendo a porca possivelmente eu e o rabo também o meu!
O facto de fazer parte de uma sociedade de matriz judaico-cristã também não me facilita a vida. Se a consciência é tramada, a culpa é vinte vezes pior. Saber que se pode vir a fazer uma coisa que não está totalmente correcta (apesar de não trazer malefício para ninguém) não é especialmente agradável, mas a culpa de o ter feito e a possibilidade de energias negativas se apoderarem do desenlace dos acontecimentos é um fardo que eu, pelo menos, não quero. Nem sequer em teoria... Culpa do quê, pergunta o confuso leitor. Não sei, responde Maria Calíope, mas esta herança judaico-cristão funciona assim por defeito.
Maria Calíope andou dias a mortificar-se com estes dramas morais e mesmo depois de ter resolvido que agiria de forma recta, controlando os seus impulsos, continuou a torturar-se com as opções tomadas, uma vez que até determinado momento as decisões não eram de todo irreversíveis. Não iria fazer nada de mal, não iria prejudicar ninguém e, na verdade, ninguém nunca saberia o que ela ia fazer - mas não foi capaz. E não foi capaz em nome de um valor maior. Pelo menos na sua cabeça. Uma coisa não tinha a ver com a outra, mas e se tivesse? Valeria a pena arriscar um bem maior por causa de um capricho? Maria Calíope achou que não e ultrapassou todos os seus pensamentos nefastos e fez-se de morta, fazendo consequentemente a coisa certa. Funcionou e a sua consciência está limpinha, levezinha e ultra imaculada.
Agora é aguardar pelos rios de leite e mel. É a compensação merecida!
Vá, a matriz judaico-cristã tem de servir para alguma coisa!

Pés no chão (177)

E pronto voltámos à civilização, voltámos a Reiquiavique! 
(E eu também já devo estar de volta à casa de partida, caso não tenha havido nenhuma greve dos controladores aéreos ou coisa que o valha.)

domingo, 28 de maio de 2017

Pés no chão (176)

O querido leitor até poderia desconfiar que estaria uns passos à frente no mesmo glaciar... mas não, estaria redondamente enganado. Aqui Maria Calíope (sim com as mesmas calças e botas) está numa das praias mais bonitas no sul da Islândia. Salvo erro, chamava-se Black Beach, mas a memória pode estar a falhar-me.

sábado, 27 de maio de 2017

Pés no chão (175)

Continuamos no mesmo glaciar islandês e agora mais pertinho de um laginho. Eu nem tentei pôr o dedo lá dentro para ver como estava a água...

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Pés no chão (174)

Parece que fui para o fim do mundo com estas botas e este chão, mas na verdade é a caminho de um glaciar na Islândia. Se não me engano é o glaciar Hofsjökull. Uma sensação incrível ver aqueles blocos de gelo e esta terra preta. O contraste é maravilhoso.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Fingers crossed

Rodney Smith, Woman holding dress

Good things come to those who wait, better things come to those who try.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ferro

Actualmente o meu melhor amigo é o ferro, nome carinhoso e derivado de uma tradução directa do alemão para a prancha. Sem passar o cabelo pelo ferro - ou seja alisar - fico com ar de um cruzamento de cão de água e cocker spaniel... portanto a questão que se coloca agora é posso levar o ferro na bagagem de mão no avião? É que se não puder estou tão tramada...
Isto de ter cabelo com vida própria não está com nada... É só mesmo com o ferro quente que ele vai ao sítio!

terça-feira, 23 de maio de 2017

350º momento cultural: O retorno

As leituras aqui por casa são de modas. Tanto leio livros como se não houvesse amanhã, como mantenho-me a ler uns dez livros ao mesmo tempo que obviamente não acabo. Já comprar livros é um all-time-favourite. Resultado tenho sempre mais livros por ler do que aqueles que efectivamente leio. Um dos últimos que trouxe de Lisboa foi O retorno da Dulce Maria Cardoso. Queria muito o ler por um lado pelos meus próprios estudos pós-coloniais, por outro para o incluir nas minhas aulas e ainda por uns motivos pessoais que agora não interessam muito.

Se não leram o livro e estão a pensar em fazê-lo não continuem podem ficar por aqui. Eu não consigo estar a comentar o livro sem contar a história toda e estragar a surpresa toda. (Boop, ouviste? É contigo!)

Antes do enredo, deixem-me fazer um reparo à edição da Tinta da China. Que coisa bonita para o tacto, capa em relevo e cantos arredondados e capas internas ao estilo de papel de parede.
A história começa em Angola num cenário já em suspenso devido à Guerra/Independência, mas ainda relativamente pacífico. Paz podre, admito, mas ficamos a conhecer a família protagonista que lá vivia bem e como estavam hesitantes em abandonar a sua terra e ingressar na Metrópole sem saberem bem como nem porquê. O narrador é o filho mais novo da família, um rapaz adolescente que tanto descreve os problemas e dilemas com que a família se depara como relata as namoricos próprios da idade, implicâncias com a irmã e as actividades com os amigos.
Há dois capítulos logo no início que achei muito bons (os pobres futuros alunos vão passar a ter de os ler): o último passado em Angola e o da ponte aérea entre Luanda e Lisboa, onde a prisão do pai surge em flashes. Está tão bem escrito que é cinematográfico. Eu que não tenho imaginação nenhuma, vi a alternância de cenas diante dos meus olhos.
Grande parte dos capítulos pauta-se pela vida/sobrevivência em Lisboa e é deprimente, pelos paradoxos que apresenta, pela espera e pelo desespero das pessoas. O leitor partilha a angústia de saber se aquele pai está vivo ou não, se vem, se não, o que lhe aconteceu de todo e como continuar sem ele.
(Vou dizer a seguir se ele vem ou não!)
A certa altura o pai regressa e eu inicialmente pensava que se tratava de um sonho ou miragem, mas não era o pai mesmo e imaginei a alegria daquela visão, numa altura em que ele já estava assumidamente morto. A partir desse momento, a cada página que viravava estava com medo que fosse descrito o que lhe tinha acontecido. Se por um lado queria saber, por outro tinha medo de o ler. As páginas foram passando e nada, o máximo que se mencionou foram as marcas no seu corpo. Mais nada. Senti-me um bocadinho defraudada pela falta de informação, mas pensando bem, é assim que se tratou dessas feridas todas da Guerra Colonial/Pós-Guerra/Guerra Civil. Toda a gente sabe que houve e que deixaram marcas violentas, mas não se fala do assunto.
O fim também assim meio acinzentado. Não sei como poderia ter acabado de outra forma, mas aquele work in progress, apesar de muito realista não me agradou.

Concluindo, gostei bastante do livro e parece-me um retrato fiel ao que aconteceu a muitos.

Jogo da glória

Às vezes a vida parece aqueles jogos de tabuleiro infanto-juvenis como o das cobras e escadas.
Tomamos as decisões certas e calhamos na casa da escada que nos faz avançar logo uma série de voltas. Erramos nos cálculos e vamos parar à cobra que nos obriga a retroceder outras tantas casas.

Isto fez-me lembrar um dos motes de uma blogo-celebridade: a vida resolve-se sozinha. E às vezes resolve-se mesmo! (É só tomar as decisões certas)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

E de repente




I honestly do think that meeting you was the best part of the Festival.




E Maria Calíope ficou com os olhos baços e esforçou-se para não deixar escapar lágrimas... mas nem queria acreditar no que acabara de acontecer.

domingo, 21 de maio de 2017

349º momento cultural: Ganymed fe male

O KHM (Kunsthistorischesmuseum - museu de história da arte) deve ser o museu mais impressionante de Viena. A sua imponência é igualmente marcada pela presença do seu gémeo simetricamente colocado à sua frente o NHM (Naturhistorischesmuseum - museu da história natural). 
O problema destes museus monstruosos é que nunca se consegue ver tudo, pois ao fim de duas salas uma pessoa já está semi-farta e parece tudo igual, vá, pelo menos eu sou assim. Além disso, óleos de Rubens, Bruegels e assim não são exactamente objectos da minha preferência. Por isso, saúdo qualquer iniciativa que revitalize estes museus - não que eles estejam moribundos - mas para mim estão um bocadito pela sua imensidão.
Ganymed é uma dessas iniciativas. Consiste numa série de performances de índole vária (dramatização de um texto, música, representação, etc.) que se baseiam num quadro específico. No caso da presente edição, o tema era o feminismo, por isso os quadros escolhidos tinham como foco uma mulher e a performance correspondente também. Foram cerca de 20 estações com performances distintas, umas mais bem conseguidas do que outras. Gostei particularmente do:

WE SHOULD ALL
BE FEMINISTS
von CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE
über Mädchen im Pelz

von TIZIAN

SEINE GESCHICHTE
von VERONICA BUCKLEY
über Adam und Eva
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sábado, 20 de maio de 2017

Aviso à navegação

Quando o meu amigo Senador soube que estivera na Croácia na tal festa, ficou incrédulo e deixou escapar um "Kizomba em Zagreb?! Mas isso não é natural, Maria Calíope, isso é globalização selvagem!". Eu não fiz muito caso das perspectivas apocalípticas dele e continuei a relatar a experiência e ele, com aquela presença de espírito pertinente que lhe é característica, interrompeu-me e sentenciou: "Maria Calíope, pára! Festa de kizomba é tipo Las Vegas africana... por isso what happens in Zagreb stays in Zagreb! Não comeces com ideias..."

Pois...
Tarde demais, amigo Senador.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

348º momento cultural: Kizomba Passion Zagreb

Acredito em reciprocidade. Recebemos aquilo que damos, deitamo-nos na cama que fizemos, what goes around comes around, ao sorrir para a vida ela devolve-nos o sorriso e essas pessegadas todas. Chamem-me de naïve (que também sou) mas para mim isto faz algum sentido. (Podia ter dado para fumar ou consumir drogas, teria sido bem pior, certo?)
Depois de ter sido convidada a dar aulas na Croácia, apercebi-me da existência de um evento que dava pelo nome deste momento cultural. Não sei como esta informação chegou a mim e muito menos no que é que consistiria, mas como o calendário das aulas era compatível e eu tenho a flexibilidade de uma ginasta chinesa, resolvi que ia lá ver o que era!
Para variar não encontrei ninguém interessado em ir comigo, mas isso não era sequer novidade e não me fez desviar do meu plano: ir dançar kizombas com quem sabe! Comprei o bilhete, marquei o alojamento e let's go!
Fiquei bem agradada por saber que havia taxi dancers, apesar de desconhecer a dinâmica dos mesmos. Foram precisos 10 minutos para saber como funcionava. Como costuma haver mais mulheres que homens nestes eventos, a organização contrata dançarinos (taxis) que têm como função dançar com quem não tem par. Era perfeito para mim e eu dancei com vários.

Apareceu-me um taxi e eu, como já tinha visto que toda a gente dançava imensamente bem, resolvi adoptar a estratégia "eu não sei dançar".
- Let's dance! (foi só o gesto)
- Sure!
 2 passos depois e eu
- I don't know to dance kizomba
- No problem...  e ele diz qualquer coisa que eu não entendi e não sei porque é que achei que era croata.
- I am sorry I don't speak Croatian. I am not Croatian.
- Ah! Nor do I... I am Portuguese!
- A sério?!! Eu também!
- Mas sou do Luxemburgo.
- Ah! Eu vivo na Áustria!

Pronto, depois deste pontapé-de-saída eu podia ter a certeza que a noite ia ser muito divertida, mas na altura nem sabia o que para ali vinha. Estive uma hora nos táxis e depois fui para um workshop para iniciantes. Fui a primeira... o tipo do staff fez a piada que talvez fosse ter uma aula privada ao que eu respondi que eu estaria precisada. Demorou a começar, mas começou comigo e três gajos... ou seja eu tinha sempre par! O workshop acabou por ser apenas 30 minutos, mas deu para aprender dois ou três passos. Eu até sou rápida a aprender é preciso é que me expliquem... a conversa do "deixa-te levar" comigo raramente pega!
Terminado o workshop eu resolvi ir estrategicamente ao meu hotel comer qualquer coisa e descansar um bocadito, pois ainda eram 9 da noite e a festa a sério só começaria às 10. Foi uma grande decisão, mas depois o meu modus operandi austríaco veio ao de cima. Então se a festa começava às 22:00, eu fui para lá às 21:50. Nem me ocorreu que aquilo era festa africana em que 22:00 não é exactamente 22:00... Resumindo, cheguei lá e estava o staff a organizar as coisas. Voltei a ser a primeira e voltei a cruzar-me casualmente com o tipo que me tinha dito que era a primeira a chegar ao workshop! Eu não ia voltar para o hotel, isso estava claro. Circulei pelos vários espaços e acabei por assentar arraiais ao lado do tipo do staff que estava na ingrata tarefa de desfolhar caules de hortelã (que nooojoooooo), mas era a única pessoa disponível para conversar comigo e eu não queria ficar ali plantada pegada ao telemóvel.
Às tantas já eram 23:50 e já tinham chegado mais pessoas e eu voltei a ir circular pelas salas de dança. Apercebi-me que havia um dress code: white wonderland. Chato eu ter ido de preto! Estive até às duas a dançar com táxis ou quem estivesse disponível e na verdade mal parei de dançar. Tenho tanto para aprender!
 Até que voltei a ver tipo do staff que entretanto já estava off-duty. Enquanto conversávamos naquele longo intervalo, eu tinha-lhe dito que iria dançar com ele antes de ele se transformar em abóbora e foi o que fiz.
Conclusão: tenho de ver quando é a próxima festa de kizomba! 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sorna



Ontem dizia que estava a definhar em trabalho (e estou) e hoje consegui fazer a proeza de me esquecer que tinha de ir trabalhar! Talvez o distraído leitor não se tenha apercebido que eu não tenho só um emprego e foram raras as vezes (foi alguma?) na minha vida que tive um emprego 9-to-5. Por isso, fica o disclaimer!
Mas foram precisos mais de 12 anos para me enganar no dia em que trabalho...
(ao menos não foram aulas!)
(resolvi a coisa sem grandes dramas, depois de ter almoçado numa bela esplanada!)

Isto está bonito, está!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Magnética

Houve numa altura da minha vida, que já não sei quando foi, que devia havê-los ora a cair no meu quintal ora a fazer fila à minha porta... Não me lembro nem de uma coisa nem de outra, mas recordo-me de uma amiga estar constantemente a seringar-me ao ouvido:

- Turn that magnet off!!!

Hoje lembrei-me desta frase. Possivelmente o íman voltou a ligar-se (sozinho, eu não queria, eu não queria) e eu, como sou lerdinha, só dei conta já em pleno engarrafamento...
Até poderia elaborar mais sobre este assunto, mas estou a definhar em trabalho, por isso, terá de ficar para outras núpcias.

terça-feira, 16 de maio de 2017

O que ficou por ver

O meu pai teria ido ver o Papa a Fátima a 13 de Maio. Se não fosse de todo possível, teria acompanhado tudo na televisão.
O meu pai teria visto o Benfica a ganhar o tetracampeonato e ficado contente, mas sem euforias nem histerias, porque afinal eles trabalham e ganham para isso, é o dever cumprido. Não é mais do que isso.
Não sei se o meu pai teria visto o Festival da Canção, nem tenho a certeza se teria gostado da música, mas consigo imaginá-lo a dizer indignado: "Olha-me como este badameco vai vestido para a televisão! Pediu o casaco ao avô? Não teve tempo de ir ao barbeiro?... Esta juventude, realmente, vestem-se de qualquer maneira!"

Consigo imaginar a reacção do meu pai em muitas situações. Espero que isso não me passe nunca.
O meu pai faleceu há 4 meses.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

É muita fruta!

Ao comprar uma caixa de morangos numa esquina da vida, nunca me passou pela cabeça que eles me pudessem proporcionar tantas horas de prazer. 

Realmente, cada um tem mesmo o que merece!

domingo, 14 de maio de 2017

Sempre a subir

Saí de casa de Viena na terça pouco passavam das 6 da manhã para ir para a Croácia. Chovia copiosamente e eu só pensava no meu cabelo esticado que encaracola a qualquer percentagem de humidade. Cheguei a Zagreb com uns bons 12ºC e chuva. Os dias foram aquecendo à medida que o tempo ia passando. E ontem deixei Zagreb com sol a brilhar e uns revigorantes 20 e muitos graus. O cansaço era visível e o cabelo, enfim, resistiu à intempérie. Pelo meio ainda houve aulas em Zadar e Kizomba Passion Friday Night Fever. Cheguei a Viena a tempo da festa anual do Festival da Canção. Voltei a entrar em casa campeã! O caminho é para a frente e para cima!
Adoro esta foto que me tiraram na visita guiada que os alunos organizaram para mim em Zadar!

sábado, 13 de maio de 2017

Taxi dancer

- Não penses tanto!
- Não olhes para o chão!
- Dá passos mais pequenos!
- Isso é salsa...
- Não faças tanta força nos calcanhares!
- Inclina-te para a frente!
- Já estás a inventar, só tens de seguir!
- Fecha os olhos!

Dancei com vários táxi dancers (o português do Luxemburgo, uns quantos parisienses, o camaronês de Berlim, o egípcio de Munique, uns croatas, etc.) que devem ter desesperado com a minha falta de jeito criativa. Fui coleccionando dicas preciosas que tentei implementar logo. Dancei que dancei e no fim, fui com certeza a dancing queen, pois o último parceiro já não me largou!

Pés no chão (173)

Se a memória não me falha, este chãozinho limpo era mesmo à frente do maravilhoso edifício da Ópera de Reiquiavique. Se o guia não tivesse dito que supostamente ele reprenta um iceberg e que foi um rombo no orçamento do estado islandês, eu não teria reparado, mas assim que bati os olhos nele achei que valeu a pena todas as coroas ali investidas!