domingo, 31 de dezembro de 2017

Revisitando os propósitos 2017

 Vamos lá ver se cumpri alguma coisa do que queria fazer em 2017...

Propósitos 2017: (a ordem é semi-aleatória)

- Não exagerar no trabalho: Não cumprido! Consegui exactamente o contrário: mais uma faculdade, mais aulas e eu cheguei a pensar que tinha exagerado na dose...

- Mexer-me: semi-conseguido. Voltei a correr às vezes, andar outras, subir escadas quase sempre e a fazer agachamentos nos últimos meses. Comecei com ginástica porque as aulas de dança terminaram. Nunca dancei tanto kizomba, mas a natação ainda vai ficar para outro ano.

- Tratar melhor de mim: Sim, não me posso queixar. Talvez deveria ter mais cuidado com os meus jantares unipessoais.

- Ser mais arrumada: Também um falhanço total! Nem vou explicar.

- Ser menos rancorosa: Outro não rotundo! Não só não fiquei menos rancorosa como ainda acumulei mais uns rancores na minha colecção.

- Ter menos preconceitos em relação a certas coisas: Sim, este ano ultrapassei alguns preconceitos meus. Por isso, pelo menos este consegui.

- Ser boa filha, boa irmã e boa tia: Sim, sim e sim e engoli sapos gigantes, que isso fique registado também, em nome  de alguma harmonia familiar.

- Vá, ser uma pessoa melhor... às vezes acho que não sou tão boa pessoa como acho que deveria ser. Esqueçam lá isso! Não é a esta altura do campeonato que vou mudar. Deixem-me quietinha que eu não chateio ninguém, agora não me calquem os calos, que eu aborreço-me e muito... e atenção que sou rancorosa!

- Continuar a minha volta ao mundo.  Consegui ir ao Vietname e à Estónia. Mais dois países na minha lista.

- Aprender crioulo em Cabo Verde. Aprender, aprender não aprendi, mas dá para enganar um bocadito!

- Procurar casa (?) Procurar, procurei e até encontrei a casa ideal para mim. No ano que vem talvez defina como objectivo "encontrar".

- Ver mais teatro, ver mais cinema, ir a mais concertos e exposições. Dançar mais! Rir mais! Cinema, concertos e dança - sim, sem dúvida. Riso algum sobretudo acerca das minhas próprias trapalhadas e confusões.


Desejos: (cenas cujo desenvolvimento não tenho qualquer influência)

- Que a situação do meu pai se resolva rapidamente. E resolveu-se mesmo e muito mais depressa do que eu poderia alguma vez imaginar.
- Que os "meus" dicionários saiam de uma vez por todas. Qualquer dia já nem me lembro que contribuí para dois dicionários... Ah! Esperem, acabei de receber notícias de um deles... pode ser que em 2018 aconteça qualquer coisa)
- Um gajo normal (com quem eu consiga conversar e que consiga manter a minha atenção, mas não pode ser mais ocupado do que eu, além de que cá em casa sou eu a exótica e a chata-de-galochas, ah! e saiba dançar...) ou então dos outros (ahahahahahhaha que eu lhe dou bom uso)  O que é que eu fui desejar... :D é que aqui fui totalista, ganhei o jackpot e as estrelas... mas depois tudo se esfumou!

sábado, 30 de dezembro de 2017

LIS-POR

Julgo que consegui que todas as pessoas que nunca andaram de avião na vida se tenham cruzado comigo na vinda para o Porto.
No controlo de segurança, deveria ter umas 10 pessoas à minha frente. Não percebi exactamente porque é que as primeiras cinco demoraram imenso tempo, mas desconfiei que o senhor da prosegur já as estivesse a entrevistar para um eventual emprego. O melhor foram as outras cinco. A primeira achou que poderia levar uma garrafa de água consigo e ao ser confrontada com a realidade dos aeroportos fez um escarcéu. Dizia que nos outros aeroportos, era só beber um bocadinho para provar que aquilo era mesmo água e não havia problema. Nos últimos anos eu passei por muitos aeroportos, mas nunca vi isso em lado nenhum. A senhora depois de muito espernear lá se convenceu que ia beber a água toda - pois não queria deitar fora a garrafa cheia - quando as suas coisas que já tinham passado no túnel de raio-x voltam para trás porque - adivinhem - tinha uma segunda garrafa de água. Neste processo todo em vez de se afastar (ou do segurança pedir-lhe para se desviar) para que as outras pessoas continuassem, não, claro, bloqueou todo a engrenagem. Seguiram-se uns rapazes novos e qual não é a minha surpresa quando o segurança exibe um frasco de gel de banho saído de uma das mochilas... Imaginei que tivesse sido por descuido e consegui ouvir o segurança a dizer que teria de despachar a mala e que poderia voltar ao balcão do check-in. Eu já estava a revirar os olhos e a pensar na minha vida quando vejo novamente o segurança a desencantar uma garrafa de whisky novinha, selada e acabada de comprar! Eu estava incrédula. Os miúdos achavam que coisas compradas no aeroporto poderiam ser levadas, mas só aí se aperceberam que as compras teriam de ser feitas depois do controlo de segurança. O senhor à minha frente não conseguia abrir a sua mala... e eu a pensar que tanto tempo estivemos ali, porque é que ele só se lembrou de tentar abrir a mala com a mala já no tapete. Com isto tudo, eu não apitei, nem ninguém implicou com os meus chumbinhos (Blei giessen).
Isto já teria sido digno de relato, mas sabia eu da segunda parte que me esperava dentro do avião. O lugar que me calhou em sorte era o 11C e lá cheguei eu ao meu lugar e estava ocupado.
Calíope: Desculpe, o meu lugar é o 11C (mostrando o bilhete). Qual é o seu?
Passageiro 1: O meu é o 11C. Deve haver algum engano. (e tira o seu bilhete) Ah! O meu é o 14C... Importa-se de se sentar lá-
Calíope: Não, não há problema nenhum. 14C, não é? (confirmando que não se tratava dos lugares de emergência, segui para o 14C, que - surpreendam-se - estava ocupado).
Calíope: A senhora é o 14C
Passageira 2: I don't speak Portuguese.
Calíope: Are you 14C...
Passageira 2: No, I am 14B
Eu olho para o 14B que também estava ocupado e pergunto: "Esse lugar não é seu...)
Passageira 3: Não, eu era o 12C, mas vim para aqui! (E começou a levantar-se para mudar)
Entretanto o comissário de bordo pigmeu resolveu intervir para perceber o que se passava. Tentei explicar a situação, enquanto lhe pedi que colocasse a minha mochila na bagageira.
Calíope: Não há problema. Pode ficar aí que eu vou para o 12C. (certificando-me antes que o 12C estava vago).

Depois disso e de um atraso de meia hora, conseguimos levantar voo para o Porto, sem mais nenhum episódio digno de registo.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Galeria

O ano a terminar e eu a fazer coisas inimagináveis. Tornei-me sócia do Centro Português de Serigrafia, tendo tido direito a um belíssimo Bernardo Carvalho da colecção Ler e Ver Lisboa


que combina com uma fachada de casas marroquinas que trouxe de Marraquexe
e esta serigrafia de Sofia Areal

É oficial, tornei-me coleccionadora de arte!

Afinal tenho de começar a gerir a fortuna para os herdeiros. Giro, giro era conseguir comprar uma casa com mais paredes para pôr a tralha toda que já colecciono lá por casa.

Zzzz

Ao fim destes anos todos, descobri os prazeres do sono. Eu sempre fui aquela pessoa que achava que se perdia tempo a dormir - bom, continuo a ser - que com tanta coisa gira para fazer (assim no mundo em geral) é um desperdício de tempo dormir. No entanto, neste último ano consegui fazer a proeza de acordar às vezes ao fim-de-semana mais tarde e sem sentimento de culpa. Isso é que me matava, a culpa de não estar a fazer qualquer coisa de útil. Consegui ultrapassar esse preconceito lentamente, argumentando comigo mesmo que já faço imensas coisas úteis (ou não) e de que preciso de descansar e não fazer nada (bom, este último é giro por 10 minutos, depois aborreço-me). 
No entanto, os meus progressos são visíveis a milhas. Estes últimos dias em Lisboa ando a dormir umas 10 horas por noite... e se não tivesse coisas para fazer ficaria feliz enfiada na cama a engonhar. Pior retiro algum prazer desses momentos em que ora dormito, ora jiboio! Quem me viu e quem me vê! 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Quem é vivo sempre aparece

Ibrahimovic pela interposta pessoa... LL, who else?

E eu sou uma trapalhona...
Portanto, nada de novo.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

376º momento cultural: Roda gigante

Com o ano prestes a terminar nem podia acreditar que ainda não tinha visto o Woody Allen de 2017. Em Viena só estreia em Janeiro, por isso aproveitei o dia em que começaram os saldos e toda a gente resolveu ir trocar prendas para ir ao cinema.
Woody Allen voltou a repetir a dose do Café Society do ano passado e para além de repetir a década de 50, torna a organizar um pseudo-triângulo amoroso entre dois mais-ou-menos membros de uma família e uma terceira pessoa e volta a abusar nuns tons dourados, amarelos, vermelhos no filme inteiro. Se calhar valia a pena mudar-lhe as lentes dos óculos, não sei. 
Desta vez a acção passa-se na costa atlântica da América, mas tem como pano de fundo uma praia e um parque de diversões. O enredo é um pouco rebuscado: a filha perdida volta à casa do pai, que está casado com uma mulher, que por sua vez tem um filho com tendências pirómanas. A mulher infeliz no casamento envolve-se com o nadador-salva-vidas, que se perde de amores pela tal filha perdida, que afinal está a fugir do seu marido mafioso. Agora percebo porque é que o filme se chama roda gigante, roda, roda e não sai do mesmo sítio!
Bom, a personagem da mulher (Kate Winslet) é fabulosa: ela é a mulher temperamental, desequilibrada, que sonha com uma vida sentimental mais feliz e consubstancia os seus desejos (ou o seu plano de fuga a uma relação que não a preenche) num relacionamento com um rapaz mais novo. Ela parece meia destrambelhada, mas tanto eu como a minha amiga revimo-nos (pontualmente) na personagem! Ela é sem dúvida a personagem neurótica do Woody Allen do filme.
Também gostei da personagem-narrador do salva-vidas (Justin Timberlake) que intereage com o espectador. De resto, as outras personagens pecam pela falta de densidade... precisavam de mais qualquer coisa e no fim, o final aberto não está com nada.
Como já disse, não gostei particularmente da iluminação do filme, mas em compensação a banda sonora foi fabulosa, ou vá, uma das músicas: o deslumbrante Kiss of Fire. Tirando estes destaques, o filme vale pouco. Não gostei por aí e garanto que para o ano já não me lembro dele.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Música no coração

Mãe (a minha): Bebé, onde está a tia Calíope?
E ela olhou para mim (oooohhhhh) e havia mais umas 7 pessoas para onde olhar.

E em breve teremos mais um bebé para nos dar mais música e nos encher o coração.

(Sim, continuo a não ter paciência para crianças em geral! Não temeis, estimados leitores, os maus fígados continuam por cá, mas esta miúda é todo um outro departamento).

domingo, 24 de dezembro de 2017

Fatias douradas

Há pessoas que se enfardam com doces ou comida em geral por esta época... eu é mais filmes de inspiração bíblica! :D Gosto tanto e zero calorias!

O querido leitor sabe que Maria Calíope detesta o Natal - assim em geral - por isso não espere aqui muitos (ou nenhuns) ronhonhós típicos da época. Mas como sou uma pessoa ligeiramente socializada, desejo aos meus queridos leitores um Natal quentinho e feliz com sonhos e essas coisas.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Tia encalhada

Dei por mim a optar para uma sexta-feira de tarde querer voltar para casa para brincar, ajudar a dar banho, dar de comer e continuar a brincar com a minha sobrinha do que sair com um gajo!
Vou repetir: plano para sexta-feira à noite (aquele dia em que eu raramente fico em casa sob pena de me sentir o cachorrinho mais abandonado de todo o sempre): eu à volta de um bebé de ano e meio, ora a entretê-la ora ela a desesperar-me...

Fiquei para tia - é mais do que oficial!

(A pulga eléctrica finalmente adormeceu!).

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

375º momento cultural: Escher em Lisboa




Quando soube que ia haver uma exposição de Escher em Lisboa era certo e sabido que ia vê-la. Quando me apercebi que se tratava da mesma exposição que vi em Milão no ano passado, não tive muitas dúvidas em arrastar a minha mãe comigo.
Ela esperneia sempre um bocadito, mas tirando a Paula Rego, tem gostado das exposições a que temos ido. Escher e os seus quebra-cabeças visuais são um autêntico doce para o cérebro e para mim, mesmo já tendo visto vários dos quadros expostos, continuam a surpreender e a exigir mais atenção ao detalhe do que normalmente dou. Gosto da progressão, do desenvolvimento, da sequência e da capacidade de metamorfose. Coisas que se transformam noutras de forma por vezes inesperada.
A minha mãe gostou muito do Céu e Terra cuja linha do horizonte ora se transforma em pássaros para cima, ora se transforma em peixes para baixo. Eu não sei bem dizer qual foi / é o meu preferido. Talvez o longo painel da metamorfose... mas sem qualquer certeza, até porque descobri estes unicórnios deliciosos que me aqueceram muito o coração.
A parte interactiva onde o visitante poderia fazer parte de algumas obras é sem dúvida uma mais-valia para a exposição. E cá estou eu novamente no quadro a ver a exposição que se transforma em cidade ou sei lá o quê!

No final, ainda fomos lanchar à beira-rio com um pôr-do-sol maravilhoso!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Catching up

Nunca sei muito bem como a minha sobrinha vai reagir à minha presença física, se me reconhece, se não me reconhece, se ri, se chora, se quer brincar comigo, se se esconde... muitas questões em aberto. Desta vez não me estranhou, até sorriu um pouco e deixou que eu brincasse com ela. E eu com a ambição secreta de ser a tia preferida dela (daquelas do género best-buddies) lá tentei enturmar-me nas brincadeiras dela e fui relativamente bem sucedida - até já sei quem é o Panda e os Caricas! Bom, não sei bem ao que é que estávamos a brincar, mas a páginas tantas, eu já estava no chão e ela andou de pé sobre o meu pescoço!!! Costumo dizer que esta miúda vai dar cabo de mim, mas não pensei que fosse tão cedo e de forma tão literal... Talvez queira já a herança!

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Dois braços à minha espera



Isso e ovos escalfados com ervilhas e salsichas frescas!

Centenário

Hoje a minha avó faria 100 anos!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

374º momento cultural: Taboo Teheran

Não me posso queixar nada desta recta final de cinema do ano. Um filme melhor do que o outro, que só faz com que uma apeteça assentar arraiais no cinema e ficar lá a consumir tudo. Taboo Teheran é uma produção austro-alemã curiosíssima. As associações ora se estranham ora andam de mãos dadas, tabu e Teerão é logo a primeira, vou passar por cima da relação amor-ódio entre Áustria e Alemanha, e depois foi a construção do filme decalcando pessoas (actores) reais para a banda desenhada. O filme é de animação - a imagem é tão bonita quanto poderosa - mas longe de ser para crianças.

(Boop - vai lá fazer outra coisa! ;))

O enredo principal cruza a vida de várias mulheres, com diferentes idades, histórias e posturas de vida. Por arrasto, ainda há um músico, um filho-mudo e mais umas quantas personagens de apoio (um amigo, o marido, o porteiro, etc.). 
A primeira cena é mesmo uma entrada a pés juntos (vou contar! Spoiler alert!), que uma pessoa como eu que ainda se está a habituar ao filme, à animação, à língua persa, às legendas em alemão e de repente vê um taxista a circular numa rua de prostitutas, sendo que uma entra no carro, discutem rapidamente o preço e ela começa fazer-lhe um blow job enquanto ele continua a conduzir e se escandaliza por ver a páginas tantas a filha ao lado de um indivíduo desconhecido na rua....
Estava dado o mote: sexo e a relação hipócrita que se vive (?) na actualidade iraniana.
Ela, a prostituta, é a personagem principal da história e na verdade entre aquela gente toda quem tem minimamente a vida controlada. Marido toxico-dependente preso e um filho mudo para criar. Ela faz o que pode, mas é sem dúvida uma mulher de armas.
A miúda que se enrola com o músico na casa-de-banho de uma discoteca e que por esse motivo o obriga a pagar uma cirurgia de re-virginização pois supostamente ela vai casar necessariamente virgem na semana a seguir.
A rapariga que descobre que está grávida para grande júbilo da família do marido, mas que queria ser professora e não pode trabalhar porque o marido não deixa.
Os papéis masculinos são todos tão hipócritas, até o do músico, pois pela frente é a lei, os bons costumes, a moral, a religião e por trás fazem tudo e mais alguma coisa - desde o velhote tuberculoso ao iman do tribunal, passando por uma mão cheia de outras personagens.
O filme está muito bem construído e todas as personagens acabam por se encontrar numa esquina da vida, mas infelizmente é difícil escolher qual a situação pior... Não sei se me chocou mais da miúda que tinha sido vendida ou o enforcamento público com toda a gente a tirar fotos...
O fim não é mais triste do que na verdade o filme todo, mas deixa muitas questões no ar. Um filme que com certeza não vai passar no Irão, mas que levanta muitas pontas de muitos véus. Não acredito que os muçulmanos sejam todos tarados, drogados, corruptos, mas que há muita coisa forçosamente errada quando praticamente se proibe tudo e mais alguma coisa. 
Julgo que o filme ganhou muito em ser em animação, talvez com actores normais não tivesse tanto impacto, não sei. Mas adorei a expressividade das personagens... e este miúdo era adorável!

domingo, 17 de dezembro de 2017

Chantagem emocional

A minha irmã ligou-me de manhã a dizer que a minha mãe não queria ir almoçar fora com eles porque tinha de ir... ao continente e pediu-me que intervisse.

Intervenção 1: Mãe, vai lá almoçar com eles... Vais ao continente depois.
Mãe: Não dá.
Intervenção 2: Mãe, mas a J. (o bebé) gosta muito mais que sejas tu a dar-lhe a comida...
Mãe: (smile com uma cara meio indecifrável)
Intervenção 3: Mãe, escolhe ou vais com a N. almoçar hoje ou vais comigo ao cinema!
Intervenção 4: vídeo da J. a comer.

Não resultou, por isso que vou ter de arrastar a minha mãe para o cinema (Resposta dela: "Não faz mal, eu durmo lá!")

Going down

Será que bater no fundo consiste em apanhar a Bridget Jones na televisão e achar que é uma sorte e um programão?

Felizmente que o ano está prestes a acabar e eu a fazer as malas para ir para casa. Se calhar é mesmo isso de que preciso.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Coincidências

Adoro coincidências e teria uma mão cheia de exemplos de coincidências fabulosas que deram origem a histórias engraçadas com que poderia brindar o querido leitor. No entanto, há meses que me ando a convencer que as coincidências não existem e mais ainda: que não querem dizer nada, que não têm significado nenhum, que não há entrelinhas, nem deduções, nem ensinamentos. Limitam-se a ser o que são: coisas que ocorrem em simultâneo sem qualquer consequência, daí decorrente.
Mesmo com este disclaimer todo, não pude deixar de reparar na coincidência de ter voltado a sonhar com LL num dia em que forçosamente me lembro do meu pai. Coincidência tirada a ferros, deve estar a pensar o preocupado leitor, mas já sabemos todos que as linhas de pensamento do cérebro de Maria Calíope são muito tortuosas.
É engraçado que o sonho não diferia muito em substância do outro, entre arrufos e carinhos lá estávamos nós a discutir ou a rebolar num sítio qualquer, que de repente se transformou num café, onde LL resolveu pagar a minha conta. Não sei se conseguiu.
E eu, pelos vistos, não consigo ultrapassar isto.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Arte urbana em Madrid




Olhem que coisas mais lindas mais cheias de graça...
A vida que os graffiti dão a paredes cinzentas e a portadas aborrecidas. As câmaras deviam investir mais neste tipo de street art. Ficaríamos todos a ganhar.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Quando for grande quero ser como a minha mãe

A minha mãe teve de deixar a nossa mercedonga na oficina/stand/garagem/não sei bem onde para arranjar não sei bem o quê e perguntou logo se lhe davam um carro de substituição. Disseram-lhe que tinham um acordo com rent-a-car que ficava em parte incerta da cidade (se calhar era só duas ruas depois, não sabemos) ao que a minha mãe respondeu que se iria deixar o carro dela nesse sítio, queria o carro de substituição nesse mesmo sítio, não tinha vida/tempo/disponibilidade/orientação para ir à procura de não sei o quê. Ela deve ter seringado tanto o ouvido dos empregados que eles foram com certeza vencidos pelo cansaço e concordaram em desencantar um carro e entregar-lho, quando ela lá fosse levar o nosso. No dia marcado, pelo que consta, tinham lá um smartzinho para a minha mãe...

- Acha que vou passear este carro pela trela?

O espírito acutilante da minha mãe é imbatível e estou mesmo a ver a cara dela de poucos amigos a proferir este tipo de frase, sem esboçar o mínimo dos sorrisos. Nunca tivemos carros pequenos... Passado um pouco tinha lá uma mercedonga igual ou maior que a nossa. Na verdade, ela não queria era conduzir um carro automático.

(Eu recebi uma chamada da Lufthansa por causa de uma reclamação que fiz. "Ah e tal não podemos indemnizá-la porque se tratou de uma greve dos controladores do tráfego aéreo"  - "Posso fazer alguma coisa para reverter a vossa posição? Não? Então, está bem e agradeço terem ligado". - Ainda tenho tanto para aprender...).

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

371º - 373º momentos culturais - Especial Madrid



Como disse nos últimos dias passei o fim-de-semana prolongado em Madrid e soube-me pela vida. O plano era ir ao sabor do vento, mas ao fim ao cabo acabámos com uma agenda apertadíssima. Para já ficam os momentos culturais.


371º - Giorgio de Chirico - Sueño o Realidad
Nunca tinha ouvido falar deste artista até ao momento em que um conhecido me falou dele na semana passada ao saber que eu ia a Madrid. Dei uma vista de olhos online e fiquei agradavelmente surpreendida pelo misto de Escher com Magritte e mais qualquer coisa que via nesta obra. Estando em Madrid, lá fui eu à Caixa e fiquei muito contente ainda antes de ver a exposição quando me apercebi que não tinha de pagar a entrada por ser professora!
Acabei por gostar mais das estátuas do que dos quadros. Mesmo assim foi uma bela descoberta.


372º - Mucha
De novidade tem pouco, até porque vi duas exposições dele recentemente, uma em Budweis e outra em Praga, mas mesmo assim há sempre peças novas a descobrir e isso é sempre encantador. Gosto das linhas harmónicas de Mucha e especialmente da capacidade dialogante das suas mulheres. São só mulheres, que ele pintou, não foi? Depois há todas aquelas colecções deliciosas: as estações do ano, as artes e desta feita descobri as partes do dia e os signos. Fabuloso, é o que vos digo.

373º - Sensual Dance Symposium Madrid
Este ano não sei o que me aconteceu, mas não há sítio onde eu vá parar que não tenha nessas datas um mega evento de kizomba e arraçados. Madrid não foi excepção e a brincar foi a 5ª festa de kizomba do ano... Havia concerto do Kaysha - que digamos deixou um bocadito a desejar, apesar de nos termos divertido imenso a apreciar o ego em palco, mas marcou pontos ao trazer de surpresa o Mika Mendes (e mais um Emílio/Egídio/Emídio desconhecido meu).
Eu dancei que dancei e julgo que consigo acertar cada vez mais os passos! No entanto, constatei que em média os espanhóis são muito baixos (a quantidade de homens do meu tamanho OU mais baixos... deus me livre...) e que nunca tinha estado numa festa de kizomba com tantos africanos, o que é sempre uma mais valia. Ainda lá vi o Albir Rojas, mas não fui capaz de lá lhe dar uma palavrinha.
 (Toda a gente de sandalitas ou sapatos de dança e Maria Calíope resolveu inovar no dress code com botas para montar... É um estilo muito próprio!)



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Amor platónico consubstancia-se em relação física

Ao fim de anos de amor platónico pelos Madison da Tom Ford, consegui dar o passo em frente e adquiri-los e conseguir efectivamente que me viessem parar às mãos. (Não é uma coisa assim tão óbvia nem fácil).
Estamos a terminar o ano e eu continuo a ultrapassar os meus tabus. Este não era um prioritário, mas daquelas puxadelas de lustro de que precisava. Nem fiz alarido da compra (como da última vez), pois receava que me voltassem a dizer que o modelo estava esgotado/ fora descontinuado / que escolhesse outro. Valeu tanto a espera e mais ainda as centenas de euros que depositei ali. Realmente quando as coisas são desejadas e tem de se esperar por elas ganham logo um sabor especial. São tão lindos e ficam-me tão bem... qual casa? qual LL? Os Tom Ford é que me estavam na sina! Vamos ser tão felizes juntos!
É curioso terem chegado no dia que voltei a usar as restantes gotas religiosamente guardadas do meu último frasco de Sensi (outro produto inacreditavelmente descontinuado) e no dia em que deixei de acreditar em palavras proferidas de bocas masculinas (Só consigo elencar duas excepções e uma delas já faleceu). Palavras positivas ou negativas. Não acredito em mais nada. Mesmo.

Agora deixem-me desfrutar um bocadinho desta belezura!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Guru

Já voltei de Madrid e foi tudo o que eu precisava. Muita conversa, muita gargalhada, muitos quilómetros nas pernas, cultura qb, poucas compras e um pezinho de dança. Há pessoas que nos fazem mesmo muito bem! E a minha guru é imbatível, senão reparem, de regresso os resultados não se fizeram esperar: aparentemente:
1) Tobago não me quer, mas Trinidad sim...
2) Os óculos estão nos correios à minha espera. (Só quando os vir é que acredito).
3) Consegui quebrar o enguiço do talho austríaco.
4) E até pode ser que tenha descoberto um substituto (Black Opium YSL) para o meu saudoso Sensi Armani.

E tomem lá o Fast Love do George Michael nesta versão tão gira para não dizerem que eu só ouço kizombas. 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Pés no chão (190)

Últimos pés em Nova Iorque e terminamos em grande. Nada mais nada menos do que no fantástico Guggenheim Museum! O edifício genial valeu a hora de espera para entrar. (Se correr tudo bem amanhã estarei de volta).

sábado, 9 de dezembro de 2017

O segredo



Ama o que fazes e tens três quartos do caminho de uma vida feliz feitos!


Madrid, às 10:40

Pés no chão (189)

Este chão mais do que piroso combina com as minhas pernas deformadas... não sei bem como consegui tornar as minhas pernas elegantes de gazela neste mamute-anão mas com sandalocas giras! O chão alcatifado possivelmente cheio de ácaros pertence ao Ambassador Theater, onde fui ver o m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o Chicago que me deu toda uma nova perspectiva ao conceito "musical".

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Pés no chão (188)

Os meus tenizinhos lindos e novos (em Julho de 2016) para correr muitos quilómetros comprados num outlet qualquer americano a um preço completamente inflacionado... só por isso comecei a correr no próprio dia para lhes dar uso e fazer render quase uma centena de dólares...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Pés no chão (187)


Há meses que já não havia pés no chão... Ei-los de volta de forma completamente inesperada! Enquanto eu fui rumble a bit ficam aqui os meus pés a cruzar a Brooklyn Bridge em Nova Iorque.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Give chance a chance

Tenho tido esta frase a ecoar-me na cabeça desde Setembro... umas vezes de forma mais estridente outras de forma mais abafada. Não vale a pena queixar-me que o jackpot não me sai, se nem me dou ao trabalho de comprar o bilhete da lotaria, não é?
E "coisas boas atraem coisas boas" deve ser um provérbio numa língua qualquer, esse e "gajos farejam e/ou sentem a presença de outro macho no pedaço". Se não é, devia ser.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

370º momento cultural: The Square

O filme recebeu a Palma de Ouro em Cannes, mas só ouvi falar dele quando estive em Estocolmo em Setembro numa conversa casual com um sueco ainda mais casual, que mo recomendou. The Square só chegou a Viena há duas semanas e eu não o vi na semana passada, pois o lugar vago na primeira fila ou atrás de uma coluna não me seduziram para ver um filme com tal galardão. Consegui vê-lo esta semana, gostei imenso e quero ver se vejo mais filmes do realizador Ruben Östlund.
(Boop, podes parar de ler aqui pois vou começar a contar a história!)


Na verdade, não há um verdadeiro enredo, mas sim várias historietas que poderiam ser paralelas e vividas por diferentes personagens, mas o autor resolveu concentrá-las todas - ou quase - no protagonista, o curador de um museu em Estocolmo. Como o querido leitor sabe, Maria Calíope gosta de histórias paralelas e perpendiculares que se cruzam num enredo e aprecia o cinema nórdico, por isso The Square foi uma fórmula vencedora, se acrescentarmos a isso a actualidade dos temas postos em foco, a crítica / sátira social.
O papel da arte, especialmente a arte moderna, os esterótipos, os preconceitos, as diferenças sociais, os rótulos sociais, as convenções, o poder, o dinheiro, sexo casual, pressão social, redes sociais, o voluntarismo de sofá, as acções sem medir consequências, palavras ocas, as aparências e a invisibilidade das pessoas. Poderia enumerar mais uma mão cheia de ideias que foram suscitadas ao longo do filme, mas houve duas situações que se foram repetindo over and over again: a quantidade de pedintes / mendigos / vagabundos filmados - era em Estocolmo, mas pelos gestos, pela ladaínha, pela postura poderia ser aqui em Viena - e a expressão "Help me!" que foi proferida em diferentes situações, em diferentes contextos, de forma completamente transversal tanto por pessoas de classes sociais altas como baixas.

Para além do tal curador do museu, queria destacar o papel do miúdo injustiçado que reclama de forma gritante um esclarecimento e um pedido de desculpas. A vida pode ser tão injusta e de forma tão frívola e inconsequente. Sad but true. E às vezes os remendos chegam tarde demais.

Só mais uma coisinha, a banda sonora fez-me tanto lembrar a Grande Bellezza...  é fabulosa!

Get up, stand up


Se eu tenho horror ao marasmo - tenho mesmo - não vou ficar mais tempo atirada para o chão, qual cadáver, a comiserar a minha sorte e à espera de aves de rapina. A experiência há-de servir-me para alguma coisa!

Let's get ready to rumble again!

(E alguém me lembre disto quando LL voltar a bater-me à porta).

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Apunhalada

- Ele já há muito deve ter tomado a decisão dele. E não te escolheu a ti.
- Sabes que isso é um punhal nas minhas costas?
- Sei. Desculpa.
- A probabilidade de tu teres razão e eu não deve ser de um milhão para um... mas não quero acreditar em nada do que me estás a dizer.
- A alguém há-de sair o Euromilhões...


Quem brinca com fogo queima-se e eu sabia o risco que estava a correr. O carrossel vai acabar por parar porque não quero pôr mais moedas.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Tensão acumulada nos ombros

Preciso de colo.
Ou então de uma lavagem ao cérebro.

sábado, 2 de dezembro de 2017

End of the year party

Correu muito bem. Pela primeira vez há mais de 10 anos a comida estava boa. Eu já vinha com o estômago forrado a pizza de casa, pois o objectivo era mesmo afogar as minhas mágoas e beber até cair. Bebi e dancei e bebi ainda mais sem dar muito bem conta disso... mas não caí! Voltei para casa inteira sem qualquer contratempo e hoje dormi. Gastei todos os minutos de sono que tinha em atraso, dei uso à cama megalónoma que me ocupa o quarto e soube-me pela vida!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Copy-paste-print...

Intermedio

Entre una imagen tuya
y otra imagen de ti
el mundo queda detenido.
En suspenso. Y mi vida
es ese pájaro pegado al cable
de alta tensión,
después de la descarga.

De "Lógica borrosa" 2002

Chantal Maillard (até ontem uma perfeita desconhecida se não tivesse D. Xilre feito as apresentações. Fui à procura do original, copiei, cortei, colei, imprimi e vou colar no espelho da casa-de-banho. Preciso de poesia para me aliviar a tensão alta).

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

1º dia de neve deste Inverno



Neste belo enquadramento só me apetece comfort food (mesmo sem neve... pois ontem já houve risotto do bom). Hoje há fondue de queijo! Pelo menos o meu estômago fica consolado.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Para desanuviar

Será que Tobago me quer?


terça-feira, 28 de novembro de 2017

Jogo de nervos



O que me vale é a experiência em regatear em mercados na Ásia...

E a paciência de Jó...

E ter cortado a franja...

(tirando isso estou prestes a sofrer um enfarte)

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Conversas soltas XXXVI

No banco:

Gestor de conta: E sabe se há mais interessados nessa casa?
Maria Calíope: Sinceramente não sei, mas mais gira do que eu não vai ter de certeza! Aahhahahahahahahahaha
Gestor de conta: Ahahahahhahahahaha!
Maria Calíope: Na verdade, o agente da imobiliária disse que lá tinha ido outra pessoa, que eu obviamente não conheço de parte nenhuma... mas tenho esta auto-estima imbatível!
Gestor de conta: Isso é que é preciso!

E com esta grande saída, inauguremos a secção "É duro ser gostosa!" :)

domingo, 26 de novembro de 2017

Prendinhas

A minha irmã fez anos esta semana e a minha mãe faz anos hoje. Este ano atrasei-me ligeiramente com as prendas e resolvi-lhes dar uma opções à escolha:

Irmã: Uma massagem ou o pagamento de uma multa

Mãe: Um bilhete para uma exposição na minha companhia ou uma viagem

sábado, 25 de novembro de 2017

Sobrevalorizado


Estou a jogar em dois campos com o mesmo jogo. Mesas múltiplas, é isso, não é? Então, 'bora lá!
Eu tenho ases na manga, jogo de cintura e paciência, mas vamos ver o que consigo fazer da mão que me saiu!

A especulação no mercado masculino e imobiliário é impressionante... mas Maria Calíope é especialista a dar a volta ao prego e vai puxar dos seus galões.
You're not all that, ouviste, LL? E a casa não é assim tão fabulosa, apesar de ser o que eu queria... (é, é, - ambos- mas isto sou eu a dizer só para ganhar espaço de manobra!)

(E as migalhas daquele sonho não me enchem a barriga - já estou a avisar.)

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Novas tecnologias

Comecei a aparecer em fotografias de família na modalidade enlatada numa chamada de whatsapp.

Vê-se bem que sou eu, mas o ângulo não me favorece.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A outra face da moeda

Há dias em que parece que vamos conquistar o mundo. Todos os nossos sonhos estão ao nosso alcance e é só esticar os braços ou pormo-nos em bico dos pés.
Há outros dias em que damos conta de que as nossas metas estão dependentes de tantas circunstâncias e conjunturas fora na nossa esfera de influência que mesmo esticando os braços e pondo de bicos de pés é praticamente inverosímil que lá cheguemos.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

E a vida poderia ser tão fácil

Uma conversa casual e meia dúzia de mensagens.
Um plano de festas (sim, é plural)
Bilhetes comprados

O ano vai terminar a subir e o que vem vai ser em grande!

A vida é tão simples (quando todos remam para o mesmo lado). 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Dois pássaros a voar



Nasci com o rabo para a lua ou então é só uma miragem, mas de repente tenho no mesmo alinhamento cósmico o homem mais desejado de sempre* e a casa nos moldes que queria. Tudo no meu campo de visão, mas não sei se tenho alcance de braço para chegar quer a um quer a outro... Vamos ver se algum cai na minha rede e eu fico com o pássaro, a chave ou o que seja na mão... ou se for para sonhar: os dois!


*Tirando o Joey, pois ficar a adorar posters põe qualquer um noutro campeonato e de LL nem foto há para evitar a devoção... e se sem fotos já é isto.... :)

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Intelectuais de alto gabarito

Uma colega minha, PhD, nome respeitado no meio da tradução do seu país, que receia traduzir um "Dan Brown italiano" para não estragar a sua reputação e eu... bom, eu, especialista em... filmes noruegueses (não conheço ninguém que conheça mais filmes noruegueses do que eu) e outras cenas, que o querido leitor sabem do que a casa gasta.

- Que tal o fim-de-semana?
- Fui às termas e depois acabei por adormecer no sofá a ver um programa qualquer chamado "Men vs. Food"!
- O que é isso?! Não conheço esse... mas hás-de ver um chamado "My little house" ou assim, onde famílias de 4 pessoas ou assim querem ir viver para uns 20m2...
- Ah! Mas começou a nova série do "Austria's Next Top Model" há umas semanas...
- Não posso ver esse. Fui proibida...
-  A sério?...
- Sim... mas já viste o "Casamento à primeira vista"?
- Não...
- Tens de ver mesmo!

E lá continuámos divertidíssimas a trocar dicas sobre trash-tv, quais sopeiras!  

Quem dança seus males espanta

Sem querer acabei por jogar uma cartada importante (ou não) para o percurso amoroso mais desejado deste ano... (sim, ainda mais desejado do que o outro que me fez andar quase 400km). Na verdade, reduzir o caminho a este ano é fazer uma sinopse melhorada a toda uma longa história de encontros e desencontros. Eu disse o que queria... e posso vir a ouvir o que não quero, mas pelo menos hei-de saber com o que conto (ou não). Para já, o alívio de ter passado a bola para o outro lado serviu para ir espairecer um bocadito, ir a uma aula de urban kiz e dançar um bocadito de kizomba.
Duas notas:
1. Nunca imaginei um japonês a dançar kizomba, menos ainda a conduzir super bem.
2. E quem diria que o segredo de dançar bem kizomba está nas calças de fato-de-treino? Pois...

sábado, 18 de novembro de 2017

369º momento cultural: Murder on the Orient Express

Não sou especial fã de policiais, mas sou adepta convicta de viagens. Talvez o interrail tenha sido a viagem mais memorável de comboio que fiz, mesmo assim, a ideia de viajar num comboio só e atravessar vários países faz-me pensar naquela expressão der Weg ist das Ziel (o caminho é a meta). Por isso, pelo Kenneth Branagh e pela mão cheia de actores conhecidos, o Crime no Expresso do Oriente era um filme que eu queria ver. E vi! E quis ir ao Muro das Lamentações e vi uma perspectiva de Istambul desconhecida e adorei seguir o trajecto do comboio pelas montanhas em plena tempestade de neve.
Possivelmente só eu é que não conhecia a história e por isso aguardei com suspense o desenvolvimento do caso e fiquei surpresa com as deduções de Poirot. Fiquei um pouco com a impressão de quem está a ver o McGyver a transformar um sabonete, um afiador e uma vela numa arma mortífera. Poirot tinha pouquíssimos dados para deslindar o caso e identificar todos os suspeitos, mas lá conseguiu transformar um vagão de passageiros desconhecidos em praticamente numa família com membros alargados, vizinhos e empregados...
A última cena foi possivelmente a menos bem conseguida, eu pelo menos já não estava a ver Kenneth Branagh enquanto Poirot, mas sim como Hamlet (sim, sim, eu vi as adaptações todas de Shakespeare dele quando estudava literatura inglesa). Mesmo assim gostei do filme ao ponto de ter captado a atenção o suficiente para não ter olhado uma vez para o relógio!

E a surpresa que foi bater os olhos no Sergei Polunin?

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Charme

Hoje, amanhã, deve fazer uns 13 anos que vivo no meu presente apartamento, para comemorar o facto, resolvi ir procurar outro! Não foi premeditado, mas comecei a procurar uma casa nova (outra vez)... a desocupação deu-me para isto... podia ter dado para drogas, que era bem pior!
E lá fui eu ver um apartamento fofinho de que gostei assim que vi as fotos. O meu problema é que a minha casa actual é tão central, que arranjar outra no meu bairro tornou-se uma missão praticamente impossível devido à impraticabilidade dos preços. Como não quero ter de vender um rim e meio fígado porque me podem vir a faltar, lá me convenci que tenho de procurar um bocadinho mais fora do centro. Bom, a diferença para a casa de hoje são 3 estações de metro. E gostei da casa. Parece mais pequena do que nas fotos, mas até estaria muito tentada a ficar com ela não fosse o problema de o elevador não chegar lá... O elevador chega ao andar debaixo e depois tem de se subir dois lanços de escada, totalizando 20 degraus. Isso não seria problema nenhum, se eu não viajasse muito frequentemente com malas, se eu não tivesse problemas de coluna e se não quisesse comprar. Expliquei isso à senhora que me mostrou a casa, ao que ela me respondeu:

- Mas uma pessoa tão gira e tão charmosa como a senhora consegue de certeza arranjar quem lhe carregue as malas!

Pois, querida senhora agente imobiliária, é uma grande falha no meu currículo. Nunca consegui que nenhum estranho me carregasse as malas ao bater das minhas longas pestanas. (Ok, houve uma vez, mas eu achei que poderia ser um golpe e desatei a correr... com a mala). Mas é uma aresta a limar para o futuro. Fica anotado que tenho charme para dar e vender para uma ocasião futura.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Música

"La música es el único placer de los sentidos del cual no puede el vicio abusar"  surge numa das paredes do Teatro/Ópera de Barcelona. Nunca me tinha ocorrido na música como virtude, apesar de me chamar Calíope... 
Sempre se ouviu música lá em minha casa, aqui também se ouve quase sempre música... e dança-se! Lá em casa, o meu pai estava sempre a ouvir música, sempre. No rádio, no computador, na aparelhagem, no rádio, no ipod, no telemóvel com ou sem fones. Agora me apercebo da omnipresença da música. 
Eu e o meu pai ouvimos juntos o último Concerto de Ano Novo da Orquestra Sinfónica de Viena no dia 1 de Janeiro. Estávamos os dois meio a dormir meio acordados enquanto o concerto passava na televisão. A certa altura, o meu pai fez um sinal qualquer e eu fui ver se ele precisava de alguma coisa. "É música! É dia de festa?" E eu sorri e ri-me: "É ano novo, pai! Estamos em 2017! Feliz Ano Novo! É o concerto de Viena!". E ele, pessoa dada a comemorações, disse: "Eu tenho uma camisa nova. Traz!". E eu disse que ia buscar, feliz da vida por o meu pai estar a ouvir música.

(Faz hoje 10 meses...)


368º momento cultural: Victoria e Abdul

Já fui ver este filme há tanto tempo que já nem sei bem o que dizer sobre ele. Na verdade, devo ao querido leitor todo um pacote de momentos culturais, simplesmente porque não me apetecia escrever sobre cultura quando a minha natura me fazia ter o sangue a ferver...
O filme Victoria e Abdul relata uma história verídica e deliciosa sobre a amizade improvável entre a Rainha Victoria e um indiano muçulmano que lhe apareceu uma vez na corte. A Julie Dench como Rainha Victoria está magistral, o actor que faz de Abdul idem!
Foi difícil para mim imaginar como era a vida em Inglaterra (ou em qualquer outro lado na Europa) naquela altura onde tudo era longe, onde só se tinha o que havia no raio de meia dúzia de quilómetros, onde os horizontes eram muito curtos e onde havia mais do mesmo. No meio daquela mesmice toda pálida e nebulada, aquele Abdul de tez escura e olhos amendoados e escuros era um autêntico raio de sol. Claro que a Rainha Vitória assim que bateu os olhos nele viu isso e viu muito mais: diversidade como riqueza, como forma de aprender coisas novas, como acesso a outros mundos e só isso mostra a diferença entre pessoas com grandeza de espírito e o comum dos mortais (o seu filho, os ministros, a criadagem, etc...)
É maravilhoso como ele lhe fala de mangas ou de como é a vida na Índia. E o fascínio dela? Impagável!
A história é contada de forma tão deliciosa que me revoltou o fim, quando a rainha morre, como o seu filho escorraçou Abdul e a sua família do palácio e de Inglaterra. Isto revolve-me as entranhas porque é o problema das pessoas ignorantes terem poder ou força ou ambos, o que infelizmente continua a verificar-se...

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Será desta?

Estou há anos a namorar estes Tom Ford...
Pensando bem, este namoro já dura há tanto tempo que se habilita a ser a minha relação mais longa de sempre! Infelizmente (ou talvez não) (como na vida real ou talvez não), fui trocando-o por outras coisas mais apetecíveis (assim de repente estou a lembrar-me da viagem a Riga ou de um Ana Aragão)... a ver se será desta que vamos ser felizes para sempre!

Adenda (16.11.2017): Os óculos foram descontinuados! Afinal é uma das minhas relações típicas: platónica! 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

ITA-SWE

Ainda bem que tenho uma televisão nova mas mesmo assim é meio complicado saber para onde olhar!
A pesquisar amanhã: 18 e 23!

Adenda no final do jogo: Então como é que Itália não se apurou para o Mundial?! LL emudeceu, pobre criança.

domingo, 12 de novembro de 2017

Coolness



Easy 'cause I am cool!

Para quê complicar as coisas? 

Note to oneself: Maria Calíope, não é só a memória que é elefantástica, a paciência e o jogo de cintura também o são. Dança ao som da música e deixa-te levar, não há passos errados, se seguires o ritmo, caso contrário perdes o compasso e tropeças nos pés.

sábado, 11 de novembro de 2017

Inconstância... ou adaptação ao meio

- Quero comprar uma casa no bairro onde vivo e já pronta a habitar. Deus me livre, ter de fazer obras.
- Ah! E se comprasse esta casa? Está toda podre, mas em vez de gastar dinheiro a pagar taxas, gastava o mesmo em obras para mim. E ficava ela por ela...
- Ah! E esta casa? Já está pronta a habitar, mas é um bocadito mais fora de mão (duas estações de metro de distância de onde eu vivo) mas é maior que a minha.
- Olha esta! É gira, mas mais pequena... mas eu poderia pô-la a alugar e continuar a viver, onde vivo... pelo menos fazia um investimento e ganhava um rendimento...


- Se calhar, vou mas é ver os Tom Ford que quero comprar há anos...


- Pronto, temos de conversar e é melhor ser num sítio neutro para evitar que a conversa descambe noutra coisa qualquer...
- Bom, se preferires pode ser cá em casa ou eu passo pela tua.
- Vou escrever os pontos na agenda, para na altura não me esquecer de nada importante.
- Tomara que seja cá em casa...
- Entro logo a pés juntos e pergunto o que quer... e depois logo se vê.
- Hmm... talvez seja melhor dar uma volta primeiro e conversamos depois!


Ahahahahhahahahahahaha! Bem-vindo, querido leitor, à cabeça tortuosa de Maria Calíope

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Pensamento mortífero




Hmm... sou muito mais interessante do que tu!



(Presunção e água benta, cada um toma o que quer, mas é isto passar-me pela cabeça numa fracção de segundo e é fatal! Posso até continuar animadamente a conversa, mas tudo o que poderia se seguir termina naquele mesmo momento, não há volta a dar).

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Aposta múltipla

Não é a primeira vez que me ocorre apostar na fortuna e no amor ao mesmo tempo. É uma questão de probabilidades: um deles terá de sair vencedor.
Numa pesquisa breve pelos Mergulhos, descobri que há aproximadamente seis meses tive essa mesmíssima ideia, por isso, a minha criatividade deve andar pelas ruas da amargura. Cruzando as datas, factos e memórias, apercebo-me que, na altura, apostei numa ficha e saiu-me outra mil vezes melhor. A sorte às vezes sorri mesmo ou então sou eu que nasci com o rabo virado para a lua.
Hoje resolvi fazer duas apostas: a ficha do dinheiro e a ficha do amor foram postas a jogo.
Em breve saberei (saberemos) o que me saiu.