quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Diga 35... (o rescaldo)

Achei que os meus 35 seriam extremamente marcantes, baseado em nada, como de costume. Agora que virei para a página 36, posso fazer um balançozito. Se bem se o querido leitor se lembra o ano não poderia ter começado pior. E com um início tão triste o ano que aí se inaugurava anunciava muitos aguaceiros!
Felizmente os metereologistas erraram e o sol vingou!
Foi Brasil e outras tantas localidades a começarem com B, foram conferências e outros tantos projectos daí decorrentes. Foram sítios a que eu queria ir desde sempre: Riga e Côte d'Azur. Foram novas rotas que se apresentaram no meu horizonte.
Apesar de as minhas previsões contarem também com o fim do doutoramento, isso não consegui... mas mais uns meses e já sem nervos para torrar e será também um capítulo encerrado. (Depois é só ir buscar o pote de ouro no fim do arco-iris).  

Manjericão


Para conferir se me tornei numa pessoa adulta e responsável agora que estou prestes a chegar aos 40 anos, comprei um vaso de manjericão e proponho-me a tomar conta dele. Pode parecer simples ter e manter ervas frescas, mas eu e as plantas temos uma relação especial, ainda não muito domesticada e já consegui dar cabo de casos relativamente fáceis... (é como quem diz, eu e as crianças, eu e os animais, eu e os homens...). Por isso, vamos ver quanto tempo consigo não me esquecer de regar e regar na medida certa aqui o super majerico!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

5:30

Pelos vistos 5:30 (da manhã) é uma hora como outra qualquer para telefonar para uma pessoa conhecida (nada próxima) para desmarcar um compromisso...
Na verdade só atendi E falei na segunda tentativa às 7:38. Como já estava no metro não causou muito transtorno, mas ligar às 7:38 a alguém? Era o mesmo número da chamada das 5:30.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Paradoxos aniversariantes

Pela primeira vez em talvez 20 anos não pensei em nada de especial para fazer nos meus anos. Nada. Pensei que ia fazer tudo o que faço normalmente numa segunda-feira (escritório-aulas-dança) que até são coisas de que gosto e tinha mais que me contentar por ter dias com coisas de que gosto todas as semanas. O tiro saiu-me pela culatra: no escritório trouxeram-me um bolo e improvisámos um get-together na cozinha. Uma amiga convidou-me para jantar e até desencantou um bolito com velas e "Parabéns a você!".  Sim, passei o dia a receber mensagens simpáticas pelas mais diversas vias. Cheguei a casa estourada, mas feliz. Já não tinha um aniversário tão sereno e sem amargos de boca há uns bons anos.

Pela primeira vez não houve uma alminha que me tivesse lançado uns parabéns na caixa de comentários, estranhamente no dia em que o Mergulhos passa as 90.000 visitas.

Obrigado a todos!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Quem faz anos hoje, quem é?



Vamos lá abanar as ancas, os ombros e ondular o corpo todo! It's party time! Parabéns a mim!
E eu continuo aqui a tentar africanizar o meu prédio: vamos lá assumir barulho! :D Adoro isto! 

domingo, 26 de outubro de 2014

217º momento cultural: John Legend

O programa de não festa de anos continuou hoje...
e claro que o facto de ter tido direito a mais uma hora de sono de beleza ajudou à festa. Pode soar a dondoca, mas isto de fazer sauna e estar de molho umas quantas horas durante um dia faz maravilhas ao corpo e à alma também (ninguém me daria mais de 20 anos e a minha alma deve ter saído dos 63 anos e estar agora nos 44!)
Então para a segunda não festa havia date com John Legend. Meus amigos, que concerto!
Se o caríssimo leitor está lembrado, eu estive a um passo de ir ver Mr. Legend a Bruxelas, portanto convenhamos que sair de casa às 18:55 para um concerto que começaria às 19:30 é mais do que um luxo. Mesmo com um ligeiro percalço que me fez voltar a casa quando já estava na rua, devo ter chegado ao recinto às 19:20. Foi deixar o casaco no bengaleiro, ir à procura do meu lugar, apagar umas fotos da máquina e às 19:34 o senhor Legend estava a subir ao palco! (Percebem o meu fascínio pela Áustria?!)

E foi m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!
A acompanhá-lo estava um quintento de cordas, um baixo e uma bateria. No centro do palco estava um belíssimo piano de cauda preto e John Legend num belíssimo fato azul indigo.
Ele lá ia desfilando o reportório todo, eu ia acompanhado-o, nada a fazer, sei as músicas todas de cor e só me estava a aborrecer o facto de estarmos todos sentados e não dar para dançar! Mesmo assim que luxo poder estar a assistir aquilo tudo: o homem é mesmo one-man-show. Ele canta, ele toca, ele fala com o público, ele diz piadas... Foi uma hora e quarenta de espectáculo, havendo apenas um curtíssimo instrumental de cordas. E os meus poros exalavam júbilo puro! Felicidade é isto!


Mas ainda havia mais no programa: ele tocou a P.D.A e eu completamente derretida com as luzes azuis, mas estranhamente foi na Save Room que quase me emocionei... (nem me perguntem porquê que uma pessoa anda a encerrar ciclos e a tentar arranjar espaços para coisas novas!)
A grande surpresa do alinhamento foi... a Rock with me, que é só umas das minhas músicas preferidas do Michael Jackson! Com tanto concerto do John Legend que eu já ouvi, nunca tinha apanhado esta... a surpresa resultou em cheio e nessa parte eu (e o restante público) já estava de pé a cantar e a dançar como deve ser!
O concerto continuou até ao grande final com a All of Me, what else?
E foi mesmo genial... quando o artista é mesmo um grande artista não precisa de muito mais do que a sua voz e meia dúzia de adereços. Como vos disse foram quase duas horas de espectáculo e eu estou felicíssima por poder ter marcado presença. Foi sem dúvida o melhor concerto deste ano, e atenção que este ano eu vi os NKOTB ao vivo! Não poderia pedir mais nada como 2ª não festa de aniversário!

(Nos próximos dias devem aparecer vídeos bem melhores que os meus no youtube e eu cá os porei! Não quero que vos falte nada!)

sábado, 25 de outubro de 2014

Blumau

A dois dias dos meus anos, dei início às celebrações de não-aniversário. Comecei o ano passado com esta tradição e o brunch que organizei correu tão bem que este ano resolvi dar asas a esta vertente das minhas megas-borgas-dance-parade-sunshine-mix-art-spa-parties. E foi essa mesma rifa que saiu: o art spa! Fui a um spa aonde queria ir há imenso tempo, Rogner Blumau, vulgo as termas do Hundertwasser. Gosto bastante do conceito "Hundertwasser" tanto em papel como em edifícios e por isso ir a essas termas era uma espécie de dois-em-um: uma ida ao museu com direito a sauna e jacuzzi. A parte chata é que essa bela localidade fica a 130km de Viena, mas a minha compincha das termas resolveu a coisa em meia dúzia de palavras: "Em hora e meia a gente está lá!" E estávamos mesmo.
Aquilo é um mundo. Estava repleto de gente e mesmo assim nas piscinas, jacuzzis, saunas, etc. parecia que estávamos sozinhas ou com meia dúzia de gatos pingados (a lotação são 900 pessoas). O espaço é fantástico e completamente Hundertwasser. Eu adorei as escadas de/para a sauna que me lembravam um castelo medieval, mas as colunas, as casas-de-banho, os corredores, as cúpulas, os pormenores... ou seja tudo! Foi óptimo. Num registo completamente diferente, o restaurante onde almoçámos era de inspiração marroquina. Parecia uma tenda, com aqueles candeeiros fabulosos que eu quase trouxe de Marraquexe, mas depois com comida tipicamente da Estíria (sementes de abóbora, óleo de sementes de abóbora,...)
Bom, nós entrámos na piscina de 36ºC e já estávamos completamente rendidas, mas ele foi jacuzzis, repuxos, chuveiros, piscina com ondas e as saunas e respectivo tanque de água fria. Pelo caminho fizemos uma mini-aula de chi-kong.... que riso! mas há mesmo gente que acredita naquilo?!!
Voltámos para a sauna para suar que isso a gente percebia! :) Sauna finlandesa, sauna com mel e água gelada logo a seguir... custa um bocado, mas sabe tão bem depois!
Sem querer passámos lá sete (!) horas sem notar... Foi tão bom! O senhor que rodava a toalha na sauna dizia que depois de nos esfregarmos com o mel e deixá-lo actuar, havíamos de ficar todos muito mais bonitos/novos/rejuvenescidos/etc. Nós ríamos porque com a mudança de hora pode ser que demore um bocadito mais, mas a pele já estava lisinha, lisinha!
Como se isto tudo não fosse suficiente, ainda estávamos na piscina a degustar os jacuzzis e o belíssima temperatura (36ºC) e aparece um senhor a distribuir maçãs! (outra especialidade da Estíria, salvo erro!). Podia pedir mais? Não.
Sabem a sensação de participar de uma obra de arte, de estar numa tela de Hundertwasser?
Foi como me senti!
Amanhã há mais!


216º momento cultural: Leopoldina, Titília e D. Pedro

Ver teatro em português em Viena é um luxo, portanto uma pessoa não pode ter preconceitos por a primeira peça da companhia ter sido um rol de clichés. O facto de me ter sido oferecido um bilhete deu-me um forte empurrão para ir efectivamente. A peça interessava-me qb porque acho que sei muito pouco da trilogia desta costelação austro-portuguesa que ocorreu no Brasil. D. Pedro (IV de Portugal) casou-se com D. Leopoldina (do casa austríaca dos Habsburgos), imagino que ainda enquanto rei de Portugal, mas depois de emigrar para o Brasil deu o Grito de Ipiranga e desapegou o Brasil da metrópole.
Claro que não fui ao teatro com expectativas de quem lê um livro de história, mas a páginas tantas quando começa-se a discutir se o casamento foi por amor ou por interesse e a razão de D. Pedro ter milhentas amantes... Eu comecei a revirar os olhos... Falar de amor quando os laços matrimoniais não eram mais do que um acordo político?! Século XIX minha gente!!!
Enfim, na primeira parte ainda devo ter marcado um ou dois golos de cabeça, mas na segunda parte a coisa melhorou um bocadito com a entrada em palco da amante-mor!
Uma coisa muito boa da peça foi o facto de terem uma pessoa a tocar piano em palco. Foi óptimo!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O poder do chapéu

Possivelmente Maria Calíope nunca irá passar um bilhetinho a alguém dizendo "És o tipo mais giro do metro!", nunca passando este da categoria de delírio solto numa cabeça de vento. No entanto, o contrário nunca passou nem como uma brisa amena nessa mesma cabeça... mas aconteceu.

Estava eu no metro, como todos os dias, e uma senhora com belíssimas rugas a marcarem-lhe a cara se aproximou. Eu desviei-me um bocadito para que ela pudesse encostar-se também. Ela agradeceu dizendo que não era preciso... e três segundos depois sussura-me qualquer coisa como: Was für eine fesche, schöne, junge Dame! Eu ri-me e agradeci, pensando primeiro em dizer que tão nova não sou, mas desisti ao olhar para as rugas dela. E ela voltou a repetir duas vezes que eu estava muito bem e que era não sei o quê e que ela não me devia nada nem queria nada de mim, só estava a constatar um facto e eu encabuladíssima agradeci. Só pode ter sido do chapéu (porque ela não olhou para as botas roxas!). Nem vejo outra hipótese!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXVII

Se calhar pelos meus anos gostaria de receber um secretário! Vá, é mais exequível do que dias de 30 horas ou 4 braços! Passei a manhã a escrever/responder/trocar mails com pessoas de quatro universidades diferentes. Estão a perceber onde é que o secretário entraria?
A partir deste momento estou à espera que a secretaria da minha faculdade me escreva a pedir para tirar um coelho da cartola. Chapéu já tenho, só tenho de arranjar um coelho e vou deixando-o numa marinada... tenho a impressão que sou eu quem está a fazer o paper work da secretaria... desde quando é que eu é que tenho de providenciar cvs e listas de publicações que não os meus?! Mas como estou nas mãos deles até ser Madame PhD, faço o que eles quiserem... até acrobacias em trapézio sem rede!

Enfim, o que me consola é que se fosse tudo fácil não teria piada nenhuma. Certo?

Entretanto vou apurando a marinada e treinando o domínio das artes circenses! Afinal, no circo toda a gente faz um bocadito de tudo.

The Night Circus

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Plano de festas


Foi com rajadas de vento a soprar durante a noite toda e que agrupadas têm um nome masculino -Gonzalo- que o Inverno marcou a sua chegada. A temperatura caiu e os chapéus e casacos sairam do armário.
Nesta bela conjuntura, estão duas pré-festas marcadas, os convites para duas festas enviados e hoje desenhou-se no ar a ideia de uma pós-festa. Se continuo a ouvir Anselmo Ralph por opção, também poderia organizar festas de anos à moda de casamento cigano, não? Afinal tenho de justificar o bouquet que me foi entregue em casamento alheio!
Engraçado é o dia propriamente dito estar previsto como se nada fosse!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Hohe Wand

Não sou grande amante da Natureza nem uma pessoa muito desportiva... No entanto, fui convidada a ir fazer uma caminhada a um parque natural e fui. A caminhada (que a mim soou a passeio) rapidamente se transformou numa escalada! Foi só uma parte... mínima, na verdade, numa caminhada que se estendeu a mais de quatro ou cinco horas. Naqueles momentos que estive a subir a escarpa, apercebi-me do perigo que poderia ter sido escorregar ali, lembrei-me das falésias do Algarve.
Era um trapézio sem rede. Subi muito devagarinho, agarrada às rochas e assentando bem os pés. Tive o cuidado de não olhar para baixo, nem para trás, não dava para voltar para trás. Só pensei que iria demorar o tempo que fosse preciso, mas ia chegar lá acima. E tinha de me agarrar às rochas. Com força. Não queria pensar muito que sem querer a minha vida estava por um fio... Sem olhar para trás. Sem olhar para baixo. Tenho medo de alturas, sabem? 
Subi tudo.Desci também por outro caminho. 
Quando estávamos de regresso vimos uma ambulância.
Hoje soube que morreram duas pessoas e uma ficou gravemente ferida no Hohe Wand. Não sei se foi no mesmo caminho onde estive, pois há vários trilhos. Mas sem querer poderia ter sido eu... Nunca mais me apanham numa destas.

domingo, 19 de outubro de 2014

Negão do momento XIII: Usher

Num destes dias tristes, vi um poster a dizer "USHER" colado num poste qualquer. Nem liguei porque tinha a razão toldada... Entretanto o cérebro voltou a funcionar e eu fui confirmar que aquele que é o hip-hopper&rnb-er mais fofinho de todos os tempos e o meu preferido desde as calendas de "You remind me..." vem a Viena! Dá para acreditar?!!!! (àquela sala de concertos a dois passos de minha casa...)
Já se ouve Usher non-stop cá em casa e Maria Calíope voltou a cantar e a dançar em casa! E lembrei-me destas coisas fabulosas como You make me wanna, My boo, Let it burn! (etc.etc.)
Temos date em Março. Tem de ser!  :)
Usher, baby, usher!

Quadro caído

Desde quarta-feira de noite que me doía a vida. Doía-me e eu sabia que iria doer. As dores de crescimento fazem parte do processo e não há como as contornar. Podia continuar a viver iludida (com o meu unicórnio de estimação) e não precipitar uma aposta arriscadíssima: a possibilidade de me sair o jackpot era remota, mas eu queria acreditar nela. Acreditei e soube que não o tinha ganho. Caí e parti a cara. Estava escrito nas letras pequeninas. Tinha-as lido. Eu conhecia as regras mas estava confusa com interpretações e jogadas alheias...
Enfim.
A vida voltou aos eixos e Outubro voltou a ser dourado. Agradeço-lhe - a Outubro, claro - ter sido grandioso para comigo ao ponto de me fazer livrar deste fardo que me faz(ia) correr o sangue, pulsar o coração e estimular a mente, mas que me vendava os olhos, me ocupava todos os espaços e me toldava a razão... A porta fechou-se. Eu levantei-me, peguei nos meus cacos e colei-os todos. Afinal a vida segue em frente e eu voltei a pegar nas rédeas.

David Jay Spiker, Falling

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

É isso.


Outubro não me falha!

Apesar de eu adorar Outubro e achá-lo eternamente grandioso, magnífico, rubro, etc. A verdade é que Outubro tem-me brindado nos últimos anos com desilusões. Eu já tinha reparado que este ano estava tudo bem mais do que pacífico, na verdade, este Outubro estava a ser dourado mesmo. Até ontem. Maria Calíope, mesmo que vejas unicórnios a tocar acordeão... eles não existem!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Acabei de ver um unicórnio a tocar "Besame besame mucho" em acordeão

Era só para que constasse:-)
E mais uma vez, não poderia vir mais a propósito!
Afinal não há impossíveis, é só querer!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Eclectismo


Estava a trabalhar a ouvir o Romeu e Julieta de Prokofiev (aquele período a partir do 1:30 ao 3:20 tira-me do sério) e de repente deu-me qualquer coisita e mudei a sintonia para... Nelson Freitas, quase a mesma coisa, (a Saia Branca o mesmo efeito em mim com o extra de chocalhar as ancas)!

Cá em casa, continuei a fingir que estava na Amadora e descobri Atira-me Água de Anselmo Ralph, esse guru das pistas de dança!
E do que é que eu me fui lembrar? Disto e disto!
É que não poderia ser mais a propósito!

La Vie Parisienne, 1918

Em pleno bad hair day




alguém nos chama de "mi bizcochito de natas"!
Soa deliciosamente...
(e eu só não corrigi para bizcochito fat-free... porque bem... não é bem verdade e tirava-lhe a piada toda!!!)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Alguém reparou?




Que faltam duas semanitas para o dia mais esperado do ano e eu parece que nem aí...

Ainda não me decidi se faço festa ou não... mas garantido estão a non-bday-party-spa-art-mix e o rendezvous com o John Legend.

Tanta solicitação, tanta coisa para organizar/decidir/fazer/cumprir que uma pessoa mal se lembra do que é realmente importante :)


L'Officiel, Juin 1932

domingo, 12 de outubro de 2014

Como se não tivesse mais com que me entreter...



Estava aqui a pensar se é melhor:


a)  Manter as expectativas baixas e deixarmo-nos surpreender por tudo o que vier a mais. Na base do "não espero nada e tudo o que vier é lucro".

ou

b) Pensar em grande, assim à lorde mesmo, e consequentemente atrair boas energias, boas vibes e todo o lucro possível, mesmo que os factos fiquem ligeiramente aquém destas grandes extravagâncias.


L'Officiel, Septembre 1936

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Expectativa alta

Ando a tentar moderar as minhas expectativas em geral, mas era mais ou menos isto que esperava ver no espectáculo de tango de ontem. Vejam o videozito até ao fim. Era isto que eu queria e que está cada vez mais perto... E estou alinhada com o meu cosmos: o meu supervisor directo vai um mês para a Argentina e um dos tais alunos que me temiam tem um hostel em Buenos Aires...

215º momento cultural: Tango Amor

Imaginem que compram um bilhete para um espectáculo que se encontra na categoria "ballett", pensando que se trata de um bailado. Como o espectáculo se chama "Tango Amor" e foi precisamente esse título que vos chamou a atenção para o evento, assumem que o suposto bailado será de tango. Bilhete comprado, lugar na plateia, batom vermelho para conferir algum drama à indumentária. Palco com lugar para uma mini-orquestra de um lado e cadeiras e mesas do outro. Parece tudo bem.
Baixa a luz e sobe alguém ao palco. Homem maduro e grisalho com um rabo de cavalo. Tinha ar de argentino... até desatar a falar em alemão daquele mesmo Hochdeutsch. Eu pensei "isto deve ser uma moda de porem pessoas a falar no bailado, mas isto não parece meta-linguagem". E não era. O bailado foi um autêntico espectáculo de variedades, onde havia se cantou lírico, se representou, havia um narrador em palco (o tal argentino), havia cenas projectadas, havia uma orquestra e nas horas vagas dançou-se algum tango. Foi muito pouco tango para quem pensava que ia ver um espectáculo de tango de hora e tal... Não foi tudo mal, houve uma sequência deliciosa de homens a dançar tango a pares e outra de um trio de mulheres a dançar tango de calças sozinhas. Aquele início de história do tango em La Boca, Buenos Aires, poderia ser o do fado na Mouraria, as personagens eram as mesmas: os marinheiros, as prostitutas, os maladros - os marginais.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Hapinezz

Banda sonora:
Nem a propósito da música do momento cá de casa: Happy (em versão Maroon 5)

Problema:
As caríssimas leitoras já se confrontaram com a situação de ter um filho/sobrinho/afilhado/filho de uma amiga/vizinho bebé/bebé da pessoa do lugar ao lado do avião no colo?
E tudo muito lindo, tudo muito bom, o bebé nem chora nem nada... e até parece apreciar o aconchego do vosso colo?
Eis senão quando, baixa-lhe qualquer coisa e ele deita a mão, num movimento estudado, ao vosso colar e enfia-o na boca numa fracção de segundo. As estimadas leitoras estupefactas dão com as missangas/berloques/medalhões/pendentes a serem lambidos/chupados/roídos/mordidos/babados pelo bebé. A opção deitar o bebé para o chão não se coloca por causa da decapitação automática...

Solução:
Bom, parece que tenho novidades para vós.
A Happinezz tem colares (giros, giros) com a particularidade de serem baby-friendly: as peças são 100% de silicone não tóxico... Como se não fosse o suficiente, há promoções até ao final da semana. Saibam mais aqui!

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXVI

Lembrei-me que afinal tenho uma tese em mãos! A comoção dos últimos dias fez com que a entrega da tese se tivesse esfumado no meu horizonte... mas não foi por muito, hoje o meu pé voltou a chegar ao chão com um belo mail do meu orientador. Tenho de lá ir para a semana, tratar de mais burocracias E pronto foi o suficiente para que o botão "Pânico! Ai que o PhD está aí ao virar de uma esquina" voltou a ser accionado. Desassosseguei e estou inquieta desde então.

Vou mas é a um espectáculo de tango a ver se isto passa...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

8-8-8-8

Ao 8º dia do 8º mês do antigo calendário romano (Outubro para nós), às 8:00 na sala 8, dar-se-ia início ao meu semestre de Inverno. Quando me apercebi deste alinhamento cósmico, senti-me bafejada pela sorte e brindada com um belíssimo augúrio. 
Na prática, às 8:00 de hoje de manhã estava a sair do autocarro e não dentro da sala de aula (o metro demorou 25 em vez de 10 minutos, a troca de motoristas de autocarro ocorreu numa viagem de 3 paragens, sendo que o que estava para entrar no batente se atrasou...).
Pedi desculpas à sala cheia (oba! vamos ver se para a semana ainda aparecem todos) e garanti-lhes que costumo ser hiper-pontual.
No intervalo, uma première: chumbar o mesmo aluno pela segunda vez e aconselhar-lhe não tentar a 3ª chamada... mas sim para o ano.
Na aula seguinte, muitas caras conhecidas menos duas. Dois rapazes que confessaram nunca ter vindo às minhas aulas por medo... de mim!

Saí da faculdade e voltei a pensar na razão de ser do meu póquer. 
Depois percebi.

L'agente provocatrice

Um guião
Quatro horas
Mil palavras...
(to be continued)
(Isto está bonito está...)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Fall in love




Eu não havia de descansar se hoje não escrevesse uma pessegada qualquer.

Saiu-me isto. E como não adorar o Outono?

Já vos disse que dentro de 20 dias faço anos?

'Cause I'm happy!

Já saberão os queridos leitores que quando Maria Calíope cita canções para vos elucidar da sua vida... não é bom sinal! Mas será que o facto de ser uma suposta sad version (Adam Levine e Maroon 5) da happy song (Pharrell Williams) melhora um pouco a minha imagem?
Allors, dans une semaine on verra... oder auf Deutsch, oder ich weiss nicht...


Sabem quando o tempo pára? Pois. A reserva já está feita e seja o que Deus quiser! Maria Calíope é afinal de contas uma mulher de fé! E de paciência! E acredita em Deus e nos deuses gregos e até em unicórnios!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A sorte das outras


Olhei para as amigas dela e eram todas gordas e feias, mas todas com filhos... Olhei para ela e ela é uma pessoa bonita, bem educada, com formação acima da média, sociável, etc... Um dia há-de ter sorte!

Este ela não era eu, mas o discurso poderia visar-me a mim também. Mesmo assim, tomei-lhe a dores e questionei se ter sorte era ser gorda, feia e/ou ter um filho nos braços? Não estaria a pessoa em causa melhor como está? O meu interlocutor ficou espantado com as minhas perguntas. E eu completamente estupefacta com uma perspectiva tão comezinha da vida, rematei com um "Deus me livre!"

Há coisas que me ultrapassam, a sério.

domingo, 5 de outubro de 2014

Logo agora que tinha decidido lavar a louça...

Eu, que sei bastante de felicidade, apesar de já ter visto o Sporting perder uma final europeia em casa, sei que os momentos de felicidade aparecem sempre a seguir ao caos e nunca a seguir às cozinhas arrumadas, aparecem sempre a seguir à vida virada do avesso e nunca depois da tranquilidade de um pequeno almoço tomado tranquilamente com "as nossas pessoas", aparece sempre a seguir aos momentos em que nos entretivemos a esforçar-nos mesmo a sério em vez de olharmos à volta e pensarmos que está tudo num equilíbrio cósmico.

O negrito e o sublinhado é meu, tudo o resto Pipoco dixit!

E agora lavo ou não lavo?

La Vie Parisienne, 1924

214º momento cultural: Vienna Fair

Ganhei bilhetes para a feira de arte aqui do burgo e cada vez que via Viena Fair, lia Viennaffair e ria-me com a minha mente delirante. A cavalo dado não se olha o dente e lá fui eu com uma amiga ver coisas artísticas. Tudo muito lindo, tudo muito bom, tudo muito criativo até ao momento que reparámos que toda a gente tinha o saco "Vermehrt Schönes" (multiplica o belo) menos nós. Nesse momento acabou a feira de arte e começou a busca pelo saco... Demos mil voltas ao labirinto e perguntámos (na verdade, foi a minha amiga que fez o trabalho sujo) a toda a gente onde é que estavam a dar... Não descansámos enquanto não arranjámos o nosso próprio exemplar. E depois disso sem mais nenhum objectivo à vista, a exposição perdeu todo o sentido.
Moral da história: Tira-se a miúda da Amadora, mas não se tira a Amadora da miúda!

sábado, 4 de outubro de 2014

213º momento cultural - Capitu e Dom Casmurro, (in)fidelidades de/a Machado de Assis

Nem sabia muito bem como titular este momento cultural. Saiu aquilo ali de cima. Para comemorar não sei exactamente o quê, a Embaixada do Brasil organizou uma semana dedicada a Machado de Assis. Uma das minhas colegas foi lá fazer uma comunicação e eu fui assistir para marcar presença, por simpatia e por curiosidade. Entrei caladita tentando não deixar as minhas ignorâncias virem ao de cima e saí de lá praticamente fã de Machado de Assis, ou vá, de Dom Casmurro. 
A minha colega apresentou a obra em articulação com uma mini-série brasileira Capitu, baseada na mesma, através do filtro in/fidelidade. Realmente é uma questão que se coloca a todas as obras, a todas as versões, a todas as dramatizações, a todos os leitores - quem foi fiel a quê? Acho que a fidelidade é um conceito sobrevalorizado... porquê e para quê ser fiel ao autor? Na verdade é impossível, a meu ver, pois tudo - incluíndo a leitura do "original" - não passa de uma interpretação, Uma possível entre milhares. O leitor lê sempre de acordo com os seus óculos e todos temos óculos diferentes, independentemente de lermos a mesma obra. Não há fidelidade que o valha.
Voltando à obra, a reprodução na mini-série manteve o texto original, mas tudo o resto (cenários, figurinos, banda-sonora, etc.) levaram uma reviravolta impressionável. Eu fiquei deleitadíssima com a caracterização de Dom Casmurro, de cartola, olhos esfumados, bigodinho parvo, dedos de pianista e corcunda. 
Há muitos planos esquizofrénicos em que resultam num efeito onírico ou mesmo de alucinação. E o que eu adorei o pau de giz que traça o destino que Dom Casmurro segue à risca? E os dois (Capitu e Bentinho) deitados no quadro de ardósia, riscando com giz branco? 
Saí de lá com vontade de ver a série toda - será mais rápido do que ler o livro, que ficará para outras núpcias!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Massagem

Depois das mãos abençoadas do Benjamin nunca pensei que pudesse a vir elogiar outras mãos que me tocassem profissionalmente no lombo. Mas esse dia chegou. Na verdade já há umas semanas, mas tentei não me deixar iludir e esperei pacientemente, repeti a dose várias vezes e hoje foi novamente o dia. Saiu-me a sorte grande das massagistas chinesas. Dá pelo nome de Julie e faz maravilhas em quase todos os centímetros quadrados da minha pele. O cúmulo é a mulher se pôr de gatas em cima de mim... é estranho e nunca me virei para confirmar quais eram os quatro apoios, mas ela sabe o que faz. Saio de lá completamente revigorada. Na semana passada não pude ir e as minhas costas reclamaram.

La Vie Parienne, 1919

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

E chegou Outubro também!

Mas eu estou tão cansada que mal consigo abrir os braços para o receber. Mesmo assim ainda fiz uma sopa de abóbora que era a minha missão desde que declarei que era Outono em meados de Agosto.