sábado, 31 de maio de 2014

Obséquio

Alguém me faz o favor de transmitir os básicos de viajar de avião ao sangue azul da blogosfera? Por exemplo: que se deve levar um passaporte, que mais de 100ml não são permitidos em bagagem de mão, que mesmo fazendo o check-in em casa, tem de se ter atenção ao horário do mesmo para despachar a bagagem, especialmente em Lisboa que volta e meia a fila de deixar só a bagagem e fazer o check in é a mesma... e obviamente única, que andar de avião não é andar de carro e coisas assim. O indíviduo em vez de tirar fotos e explicar minuciosamente como se faz um teste de alergias que vá ler um guia de auto-ajuda para viajar de avião... a sério... há coisas que me deixam com os nervos em franja, especialmente porque são pessoas assim que emperram os fluxos já por si morosas dos aeroportos.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Say my name, Bitesnich!


O debate dos resultados eleitorais terá lugar numa exposição de Andreas Bitenich...
O querido leitor que faça figas, pois temos todos a ganhar: Maria Calíope fica feliz e o caríssimo e estimado leitor ganha um folhetim. Deal?


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Freak magnet XVIII

Ontem num bar de espumante pelo 10º aniversário de casamento de uma colega, reencontrei um tipo (amigo dela) que tinha conhecido pela sua festa de anos há coisa de 3 semanas... a conversa não poderia ter sido mais engraçada.

Freak - Eu sei que a gente se conhece mas confesso que tive de lhes perguntar como te chamavas...
Calíope - Calíope!
Freak - Sim... e tu eras de...
Calíope - Portugal!
Freak - Isso, Portugal... E tu és bué velha, não é?
Calíope - Bué velha?!!! (perdida de riso)
Freak - Sim, pareces nova, mas não és...
Calíope - (Ainda perdida de riso) Pois, realmente tenho quase 40!
Freak - Quase 40?!!!
Calíope - Sim, tenho a mesma idade da noiva!
Freak - 36?
Calíope - 35 que eu ainda não fiz anos! Portanto, sim, bué velha!

...
Freak (de saída) - Se calhar a gente podia ir tomar um café
Calíope - Sim, claro (meaning: Olha-te ao espelho, 'pá!!!! Achas mesmo que eu ia sair com um freak como tu?!!!)
Freak - O teu número...
Calíope - Ah! Depois pedes à noiva. Ela tem.
Freak - Não, podíamos trocar...
Calíope - Pede a ela...
Freak - Oh! Mas... Eu posso dar-te...
Calíope - (encolhendo os ombros - meaning: Faz-te à vida, 'pá!)
Freak - Então liga-me antes tu!
Calíope - Sim.
Freak - Liga mesmo!
Calíope - Ligo! Ligo!

Apesar de freak, o tipo é giro que se farta. Da outra vez, estive à conversa com ele e até me pareceu interessante, mas gajos desmemoriados, não! Há limites!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

You'll meet a tall dark stranger



15 fotos coladas numa tabela de um word doc conseguiram, segundo consta, fazer rolar lágrimas da aniversariante do dia (artes plásticas computacionais, não brinquem!). Em troca, ela sonhou comigo e com o homem dos meus sonhos. É justo. Eu fico com a realidade.


(Ibrahimovic meramente ilustrativo que nada tem a ver com a vida real... só para não começarem a pensar coisas)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Donas-de-casa



Não sei se as pessoas que passam praticamente todos os seus tempos livres a limpar a casa sabem que a vida extra muros é igualmente trabalhosa, mas que pode ser compensadora e bem mais emocionante. Ou se calhar sou eu a esquisitinha que tem aversão ao marasmo e a vidas planas.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Rescaldo eleitoral

Continua a surpreender-me, na verdade a chocar-me, que as freguesias com mais estrangeiros são aquelas que votam extrema direita aqui em Viena. (E continuam a ser a 3ª força política e a ganhar eleitorado. Uma vergonha pegada...)

Foi só a mim que incomodou cada frase do discurso do António José Seguro começar ccom "Minhas queridas e meus queridos amigos" (na verdade não eram só as frases, mas todo ele)?

Posto isso, queria dizer que as minhas previsões eleitorais serão validadas no próximo domingo!

Palmas para mim, que isto não foi lá só pela campanha, mas com muito jogo de cintura (e o meu mundinho volta a fazer sentido).

Dia cívico

Já que hoje foi dia de eleições e eu fui decidir quem mandar para o parlamento europeu daqui do burgo (optei por votar pela Áustria), aproveitei para também começar a organizar as minhas contribuições para o erário público e em última análise para os subsídios para os países com dificuldades da UE. De nada :)

domingo, 25 de maio de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ VII




Piadinha linguística:


"I'd like to be a schwa not ever to be stressed!"

"Sempre sonhei armar-me em Balotelli

mas ainda não tinha tido oportunidade nem tanta câmara apontada a mim. E tenho a certeza que a Irinita vai apreciar a pose de negão" deve ter pensado o Cristiano Ronaldo.


Sim, estive a ver a final da Liga dos Campeões! E só tenho pena que o Xabi Alonso não tenha jogado! O resto correu tudo bem!

sábado, 24 de maio de 2014

Acasos

Qual é a probabilidade de
- pedir uma rectificação do ordenado e ser aumentada?
- ir à 1ª aula de flamenco e ela ter sido cancelada?
- o orientador de uma amiga mandar o recado a Maria Calíope que se despache com a sua tese?
- o período de candidaturas a bolsas voltar a abrir, depois de Maria Calíope ter perdido o primeiro (em meses)?
- receber uma proposta de emprego à medida, mas completamente inesperada, no melhor timing possível?

O carrossel de surpresas não pára... e nem todas têm de ser más.





No melhor pano cai a nódoa

Maria Calíope linda e maravilhosa foi convidada a palestrar numa Universidade que não a sua.

E lá foi ela em modelito casual-chique, confiante e segura das palavras que iria proferir (é mesmo verdade que de há uns tempos para cá já não tremo interiormente ao falar para e com públicos desconhecidos)
até que se apercebeu que... a sua carteira estava a ESFARELAR!

Com umas 30 malas em casa, Maria Calíope resolveu levar o modelo transformável em farelo assim que se viu a mais de 200km de casa. Claro que não tinha mais nenhuma à mão.

É desta que vou abrir os cordões à bolsa e investir em malas de pele. (Sugestões?)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Em movimento

Ja vos escrevi de quatro continentes, de aeroportos e hoteis. Mas agora e a primeira vez que vos escrevo de um comboio.

terça-feira, 20 de maio de 2014

O circo (do Absurdistão) a pegar fogo

E Maria Calíope em modo zen lança a segunda* melhor frase de engate** de sempre:

Vais votar nas Eleições Europeias?

*"Não queres ajudar-me a empurrar uns móveis?" continua sem concorrência pois as eleições dão panos para mangas, mas, convenhamos, até certo ponto.

**Este homem dá cabo de mim. Nada a fazer. Mãos frias. Pele arrepiada. Joelhos a tremer. E estávamos a falar de política europeia... dá para perceber a potencialidade do animal?!


Aiii...Maria Calíope... o circo a arder e tu a arranjares lenha para te queimares...
Juizo não abunda nesse cérebro, não.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

7500 caracteres - 4 meses

Assinei.
Vou escrever.
De preferência sem ter de passar vergonha depois. 

199º momento cultural: Cristina Branco e Camané

Longe de ser o concerto mais aguardado do ano, estava curiosa por rever a Cristina Branco... o Camané viria por acréscimo. Acontece que depois das emoções fortes de quinta-feira passada, comecei a desconfiar que iria adormecer no concerto de hoje. Não adormeci,, mas aborreci-me um bocadito sim.
A Cristina Branco optou por um reportório mais "fado", limitando-se a introduzir um piano e um violencelo a um fado mais tradicional. Tangos nem vê-los! Mesmo assim, ela tem presença de palco, sabe interagir com o público e o seu inglês é suficiente para não passar vergonha.
Já o Camané e a coisa muda de figura. Tudo bem que é um estilo diferente, mais clássico de um fado mais tradicional e autêntico. Mas ele não sabe estar em palco. Parecia perdido por ali. Não falava com as pessoas... e foi buscar a Cristina Branco se não me falha a memória 4 vezes... Não me perguntem porque é que ele voltou TRÊS vezes ao palco, mas fê-lo. Atenção, eu reconheço-lhe uma voz maravilhosa e o talento para cantar fado, mas que é uma seca é.

(E podia tão bem ter ido ver a Conchita Wurst no concerto no paço presidencial... realmente, o que se faz em nome da ciência....)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Polémicas parvas difundem imagens bonitas e quiçá apelam à tolerância e a mentalidades mais ginasticadas

 Conchita Wurst

Final da Liga Europa - Rakitic e Daniel Carriço

198º momento cultural: NKOTB em Viena

Este mês de Maio, verdade seja dita, anda a ser um flop. Seja pelas temperaturas invernais, pela falta de comunicação na mina, pelas facadas no absurdistão, por maleitas de saúde, por me sentir muitas vezes ora barata tonta ora de mãos atadas, enfim, há inúmeras razões que contribuem para que espere que este mês passe depressa. Mas há um motivo por que este mês ficará gravado nas minhaa boas memórias: NKOTB.

Ainda hoje de manhã, pensava que não estou mesmo em forma. Se fosse noutra altura, eu teria descoberto em que hotel eles estavam instalados, iria para lá de plantão, sacava fotos e autógrafos e sei lá mais o quê. Desta vez, limitei-me a pintar as unhas (mãos e pés) num vermelho escuro, tive o cuidado de escolher as jóias apropriadas (sim, fui de joias) e estreei o meu desejado Eau d'Iris da Prada (estão a ver a pessoa chique que estou?).

O concerto dos NKOTB foi hoje e desde que o soube, sabia que iria sobreviver ao Brasil numa peça só, porque eu iria ver os NKOTB e teria de voltar inteira a Viena. Pode parecer absurdo, mas isso era a minha garantia que nada me iria/podia acontecer no Brasil.


E fui.
Desta feita era um espaço pequeno o que acabou por ser uma grande vantagem, pois estávamos todos muito mais próximos. Nem sei como descrever o evento. Eles começaram com músicas novas - nem eu conhecia -, seguiram-se umas músicas mais conhecidas, o que fez toda a gente cantar e dançar, pelo meio veio a secção repertório alheio: ele foi músicas dos Take That, George Michael, Prince, Backstreet Boys, Robbie Williams, etc. E toda a gente continuava aos pulos, a cantar e a dançar. Por fim, cantaram os seus grandes hits. Na parte que me toca eu continuava a dançar, mas já não cantava: berrava feliz da vida.


Podiam ter cantado estas ou outras músicas quaisquer, o público estava ao rubro, que tal como eu eram fãs há duas décadas e estavam ali por eles e por uma coisa que se sente e não se explica. A alegria era contagiante e mesmo os miúdos em palco estavam super divertidos e a disfrutar do momento. Foi mesmo bom!

E é isso mesmo que queria salientar aqui: estava feliz da vida e consciente disso: às vezes é muito simples ser feliz. Há dois anos em Estugarda, já tinha dito que iria ver os NKOTB se voltassem e hoje volto a repetir o mesmo. Enquanto eles tiverem capacidade para subir a um palco e o fizerem na Europa... garanto-vos que eu lá estarei!

NKOTB 4eva - escrevia eu há 20 anos atrás... e afinal era mesmo verdade!

 E eis eu a cantar uma das minhas músicas preferidas: Didn't I blow your mind


E o clássico Step by Step na minha melodiosa voz!



Sabem aquele momento em que estão a ser felizes, sabem que estão a ser felizes e ainda disfrutam mais o momento porque nada mais importa? Pois... é isso :)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tiro



Eu sou daquelas pessoas naïves que acredita em galos assados a cantar, nas boas-acções e no bem em geral.
Também acho que é dando que se recebe, mas olho para a minha volta e temo estar é a dar um tiro no meu próprio pé.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Lei das compensações


Se lá na mina as coisas acalmaram, no ninho de cobras conseguiu-se bater ainda mais fundo. Já não sei como é que alguém ainda tem costas naquele instituto, uma vez que são facadas umas atrás das outras.

Pelo caminho, mais um convite para um anúncio de rádio. E Riga já está garantida.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Modo Escrava Isaura



Já percebi porque é que nos mudámos (=fomos obrigados a mudar) para uma sala mais pequena (lá na mina onde eu trabalho), é que assim não há espaço para alguém pensar em dormir lá. Na sala antiga havia. Duas salas antes até sofás tínhamos! Passei lá o fim-de-semana (tirando ter vindo dormir a casa, as compras da semana, uma festa e os filmes nórdicos) e nos próximos dias não será melhor.



Chica da Silva

197º momento cultural: Ciclo de Cinema Nórdico

Desde 2010 e do delicioso Appelsinpikken, que me tornei fã do festival de cinema nórdico em geral e do cinema norueguês em particular, coisa que o caríssimo leitor está cansado de saber. Desde essa altura não perdi uma única edição deste ciclo de cinema e como já disse ganhei uma quase veneração pelo cinema norueguês. Este ano lá fui eu picar o ponto. Nos 3 últimos dias, 3 filmes

Pathfinder (Offelas)
Supostamente o ponto alto do cinema norueguês, pelo menos até 1988, data do próprio e uma nomeação para melhor filme estrangeiro nos Óscares... curiosamente eu não achei piadinha nenhuma ao filme. Para além de muita violência, a não existência de filhos adoptivos, nem interculturalidade, nem histórias cruzadas - para mim traços do meu cinema norueguês clássico - não me fez simpatizar muito com o filme. A história é aparentemente uma lenda local que põe um miúdo de uma tribo qualquer a perder a sua família diante dos seus olhos e depois todo o percurso que ele teve de passar para eliminar a tribo má e tornar-se no grande chefe de uma nova tribo.

21 ways to ruin a marriage (21 tapaa pilata avioliitto)
Salvo erro foi o primeiro filme finlandês que vi na vida e gostei. O filme relatava a história de uma professora universitária de sucesso cujo trabalho académico baseava-se em teorias suas sobre as razões dos casamentos falharem. Apesar do sucesso na carreira, a vida amorosa dela era um caos, saltando de relação em relação. (O diligente leitor a este momento já se apercebeu dos pontos de contacto). Bom, eu achei genial quando ela estava a sair de casa de um gajo qualquer com quem tinha dormido, ele lhe pedir o número de telefone e ela dizer "Olha, desculpa lá, mas eu não estou preparada para isto... não estou virada para compromissos, casamentos, filhos, envelhecer juntos, etc. Sexo foi bom e foi só isso." E ele responde: "Mas eu só estava a pensar em irmos tomar um café".
O filme é super cómico e pareceu-me óptimo como prancha de lançamento para o cinema finlandês!

99% honesto (99% aerlig)
Mais um filme norueguês. Desta vez o filme entrou nos eixos: falava-se de minorias que se expressam através da música. 4 jovens de países diferentes (Bósnia, Uganda, Paquistão, Iraque) que foram parar à Noruega e que se encontram naquele limbo de culturas. Foi mais um documentário do que um filme.

Pode ser que quarta haja mais!

sábado, 10 de maio de 2014

Furor

Tenho uma camisola neste modelo e resolvi usá-la com umas calças pretas para uma festa que tenho logo à noite. Entretanto entusiasmei-me com o modelito que já estou pronta para a festa... que começará pelas 8 da noite! Estou perdida de riso a pensar no furor que vou fazer agora no supermercado entre pessoas de fato-de-treino, que tal como eu, foram fazer as compras semanais! E não, não posso usar outra coisa para ir ao supermercado porque a agenda de hoje é apertada e não se coaduna com trocas de roupa.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Compensações

Ando desde o ano passado louca por estes Tom Ford, mas custa-me dar três casas decimais de euros por uns óculos escuros. Na verdade, custa-me dar mais de três dezenas de euros por óculos de sol que no meu habitat natural só posso usar dúzia e meia de dias e que nos sítios de férias onde tenho ido teria medo de andar com objectos de valor.
No entanto, estava hoje com uma neura - apesar de consciente de estar a lidar com first world problems - que resolvi que merecia uma compensação de primeiro mundo também. Ia comprar os óculos que ando a cobiçar sem exagero desde Outubro e pronto.
Na hora h acabei por... marcar um voo para Riga: um desejo bem mais antigo que os Tom Ford e por incrível que pareça: mais barato!

Tacto

Eu nem sei porque é que estou tão consumida pelo facto de termos de mudar de sala e o meu chefe só nos ter informado de véspera, sem qualquer tipo de sentido prático. Afinal, o mesmo chefe demitiu vários colegas correspondente a 7 línguas de um departamento com 22 com uma desenvoltura idêntica, nunca informando oficialmente as restantes 15 do que se estava a passar.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sete vidas

Maria Calíope foi dar aulas em semana de provas porque as criancitas não podem perder uma única semana.
Em dia de folga, foi ao escritório terminar trabalho pendente face à carga que lhe tem caído na caixa.
Pelo caminho, uma colega tinha-lhe pedido que passasse pela Embaixada para ir buscar 2 pósters para uma exposição. Na Embaixada, apercebeu-se que eram 10kg de pósters e mais uma caixa ainda mais pesada. Só levei os pósters pondo em causa a minha coluna, mas não querendo deixar a colega agarrada.
Enquanto despachava standard mails no escritório, recebe o contrato da tal entrada do dicionário (=pânico). "Como é que eu vou escrever três páginas a definir um conceito se nem a palavra percebo?!!!"
Entretanto, é informada de que vai mudar de sala... amanhã!
Em pleno dia de folga, Maria Calíope que só tinha passado pelo escritório para acabar uma tarefa, vê-se a encaixotar e colar autocolantes com o seu nome em todas as suas coisas...
E não sei se foi isso o que mais me irritou ou o facto de ouvir, en passant, "o melhor é amanhã trabalharem de casa porque as mudanças podem demorar".
Pelo meio, Maria Calíope e as colegas angariavam dinheiro para a prenda de anos da colega que no convite para a festa escreveu o seguinte: "Se não aguentam esperar mais pela próxima festa de Maria Calíope, venham à minha!"
Voltou para casa com 10kg de pósters no lombo e começa a chover...
Duas aulas depois ainda estou com uma neura tal que nem me apercebi se já jantei ou não.
Ah! Entrementes ainda houve a troca de Oslo por Riga...

terça-feira, 6 de maio de 2014

Lembram-se daquela cena de Cavaco Silva enfiar um bolo-rei na boca para não responder aos jornalistas?

Às 14:40, eu comento isto com uma amiga minha:

yes, i am serious.
honestly he managed to kill all my interest...
he could not even cope with his own idea that we were "friends". we were never friends.
so why shall i use space of my head with the bullshit of his life?!

Às 17:05, vejo o tipo a entrar no elevador onde eu estava. Tinha um bolo na mão e enfiei-o na boca. Deve ter sido mesmo muito ridículo e ainda estou a pensar como é que não fiquei com a cara cheia de açúcar. Dois longos andares.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Batucada

Maria Calíope ainda estava no balneário e a música já soava. Será que se investiu em novas colunas? A professora trouxera uns remixes novos? O som estava diferente... Ao entrar na sala de dança, a professora lança um "Não te assustes!" no momento em que Maria Calíope bate os olhos num nativo a tocar batuque. E como tocava! Ali estavam as novas colunas e os remixes em carne e osso. A aula foi intensíssima. Julgo que nenhuma de nós alguma vez dançara com música ao vivo, eu nem sequer sonhara com essa possibilidade. O som propagava-se pela sala toda e nós não dançávamos, mas fruíamos todo aquele ritmo que se ecoava pelos nossos corpos. Todas. O deleite foi total e no fim houve quem tentasse contratar o homem como nossa banda sonora!
(A professora deve ter desconfiado que eu estou prestes a ingressar no flamenco... daí ter mandado vir chumbo grosso! Realmente a concorrência melhora op produto!) 

domingo, 4 de maio de 2014

Horas de mãe

Há mais de 11 anos que não vivo em casa. Há 11 anos que deixei de estar com a minha mãe para falar com a minha mãe. Falo com ela todos os dias, coisa que não acontecia com a mesma frequência/profundidade quando víamos tv, comíamos ou ela me levava à escola (sim, sempre fui de carro para a escola... até ao 5º ano da faculdade).
Quando voltei do Brasil, deveria ter ficado 23 horas em Lisboa, que teria aproveitado para visitar a minha família. Voo 20 horas atrasado. A chegada a Lisboa marcada para as 5 da manhã acabou por ter se ter concretizado às 6. 6:55 já tinha de estar a embarcar para o meu voo para casa. Antes de partir de Fortaleza e diante dos atrasos que se somavam, já lhes tinha dito que nem valia a pena sairem de casa porque eu teria de correr de um avião para o outro. Foi o que fiz. Mas ainda saí e voltei a entrar. A minha mãe estava nas chegadas: com comidinha, queijos, um livro sobre emigração e uma revista sobre os 800 anos da língua portuguesa. Em troca levou umas tralhas que trouxe do Brasil, ainda viu as minhas belas cores, umas tantas fotos e acompanhou-me até às partidas.

É isso ser mãe.

196º momento cultural: Supercondriaque

Devagarito tenho voltado às minhas rotinas, na quarta aulas, ontem escritório e hoje cinema. Pelo meio, uma festa, idas ao supermercado e as noites em claro/mal dormidas têm sido minoradas.
Tenho uma série de filmes pendentes devido às 3 semanas que estive aqui e ali, mas hoje queria ver uma coisa leve e animada para compensar, entre outras coisas, os 10ºC gelados lá de fora. Nem quero pensar que há menos de uma semana eu andava de havaianas, calções e top pela rua.
Supercondriaque é muito mais do que o hipercondríaco que dá nome ao filme que domina por completo o trailer. Toda a história de uma imaginária república do Turquistão e da sua luta pela independência, dos seus rebeldes e terroristas/heróis é deixada de parte do título e do trailer. A certa altura parece que as peripécias do hipercondríaco dão lugar a uma história de refugiados, de fugitivos políticos e de um povo subjugado. Tendo em conta de que se trata de uma comédia, há muitos pormenores que não batem certo e outros tantos menos credíveis. Na verdade, o filme passa de uma comédia a uma comédia de enganos. Eu não fui ao cinema para ir verificar a verdade histórica dos factos nem as possibilidades reais de um grupo mal amanhado entrar numa prisão e conseguir libertar um suposto preso de alto gabarito. Sei é que me fartei de rir, o que já não acontecia há imenso no cinema!

sábado, 3 de maio de 2014

15 dias de Brasil, 15 fotos



Sempre que me cruzo com Afonso Henriques noutras paragens (é a segunda vez) o meu coração salta de júbilo e eu compreendo de imediato a razão do meu percurso.

Painel de Azulejos retratando a Batalha de Ourique na entrada do Liceu Literário Português






O calçadão em Copacabana. Andei quilómetros e suei ainda mais. É todo um outro espírito de encarar a cidade.

O morro da Urca e o Pão de Açúcar. Sem dúvida e de longe o ponto alto desta viagem. Fiquei horas aqui a admirar a vista, a pensar na bênção que é ter podido estar ali e que tudo aquilo que dali via já justificava toda a minha viagem e o epíteto de "cidade maravilhosa abençoada por Deus". Não sei se repararam ali no Cristo Redentor. É único.



Este foi supostamente um dos primeiros edifícios concebidos por Oscar Niemeyer. E eu só soube desta informação e tive acesso ao dito, pois perguntei casualmente ao segurança a indicação de outra coisa qualquer. O segurança não só esclareceu a minha dúvida, como resolveu recomendar-me por livre iniciativa a visita do edifício que estava a guardar. Uma surpresa, uma gentileza e uma simpatia. Episódios destes repetiram-se várias vezes ao longo da viagem.



Calçada portuguesa está por todo o lado no Rio, o que a mim me transmitiu familiriaridade e alguma segurança. De repente estava em Lisboa, de repente parecia estar em casa, foi muito reconfortante. Não sei a quem agradecer, talvez a D. João VI. Aqui é mesmo na frente do Teatro Nacional, se calhar o mais bonito do Rio inteiro.



Mais um agradecimento a D. João VI, que mandou construir o Jardim Botânico e ainda mais ao artista desta homenagem à Dança de Matisse






Copacabana Palace. O hotel mais emblemático do Brasil e talvez do mundo... nem sei porquê, mas durante uma semana eu vivi ali na rua ao lado!






Fui visitar o Cristo Redentor no Sábado de Aleluia. Muito honestamente rejubilei mais ao ver o Cristo de longe que ao perto. Mesmo assim é uma sensação estar ali,






Pescadores urbanos. Pelo que me foi dito é quase uma tribo urbana. Em segundo plano a praia de Copacabana. Em terceiro, toda a zona turística. Lá atrás as favelas nos morros.
Jericoacoara - Duna Pôr-do-Sol. Palavras para quê?
 Foi aqui nestas cálidas águas em que Maria Calíope foi muito feliz e nem sequer ficou com a pele dos dedos enrugadas.


Eu, as minhas corridas, as minhas poses e as minhas auto-fotos.
Idem, idem, aspas, aspas. Estou mesmo pró nisto!
Depois do sol se pôr, havia roda de capoeira na praia. Nada  de espectáculo nativo e étnico para turista ver. E eu estava mesmo à espera que no final, alguém passasse o chapéu para ajudar os artistas, mas nada. Estive lá a vê-los duas ou três vezes. Mais genuíno não poderia ser.

  Fortaleza.















O dia extra em Fortaleza. Desta feita na Praia do Futuro e já com o banho de lua tomado!

quinta-feira, 1 de maio de 2014