quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sequência lógica

A caminho de casa (à saída da praia) Maria Calíope recebeu um sms de um conhecido a perguntar-lhe se estava boa. O que é que ele foi perguntar... levou logo com a linguiça completa: o facto de ter ido nadar e lhe ter sido roubada a mochila, etc.etc. Desligado o telefone, Maria Calíope teve um flash back diante dos seus olhos. Precisamente o outro roubo de que foi vítima resultou numa conversa igual com um até então desconhecido, que se tornou rapidamente em conhecido e depois ainda passou ao nível do conhecimento bíblico. Acresça-se ainda que o desgosto amoroso daí obviamente resultante fez Maria Calíope ir parar a casa do Valete de Ouros, dando origem à grande batalha de Copas e Ouros entre Valetes na minha cabeça. O resto da história o caríssimo leitor já sabe. Assim se 100€ desencadearam esta sequência toda, acho que com os 15-20€ de hoje não passo de Duque de Paus!

Querem ver que isto ainda vai dar cartada?
Quem é que vê sempre o meio copo cheio quem é?

Na esquadra

A minha imagem dos agentes de autoridade não é grande coisa em geral, mas a sério que fico a pensar se estivermos em perigo é nas mãos destas pessoas que estamos...
Fui à esquadra apresentar queixa do roubo. Dentro do susto, do mal o menos, roubaram-me o dinheiro, deixaram-me tudo o resto (uma mochila com um Forever Friend bordado por mim há uns 15 anos, um livro do Mia Couto, a minha carteirinha turca, o cartão da segurança social, o passe, o cartão de pontos do Der Mann, gotas para os olhos, um smoothie, o meu chapéu de palha e uns tampões).

Depois de uma conversa assim mais ou menos aos trambolhões, eu comecei a desconfiar da formação do polícia quando foi perguntar a outro em que distrito era a Neue Donau. Entretanto ele estava a preencher os formulários e perguntou-me a nacionalidade, confirmando comigo se Lisboa (Lissabon) se escreve com dois s... (eu incrédula não me ocorreu dizer "ich ausländer"!!! como é que se poderia escrever Lissabon? Com ß?) No fim, ainda me pergunta pelo tempo em Portugal e diz que era para aproveitar o facto de ter uma portuguesa ali e que gostaria de ir para Portugal no Inverno fazer surf).

Desmancha-prazeres

Uma pessoa esforça-se para não ficar a jiboiar por casa.
Uma pessoa veste o biquíni, pega na mochila e vai para o Danúbio, reparando que não está assim tanto calor.
Uma pessoa leva um livro apesar de ansiar mesmo estar deitada e receber um abraço caloroso do sol.
Uma pessoa chega ao Danúbio e repara que não está ninguém e que não está assim tanto calor.
Uma pessoa esforça-se para não ser preguiçosa e vai nadar.

Uma pessoa sai da água e volta para a toalha e vê incrédula que não tinha a sua mochila!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

domingo, 28 de julho de 2013

1km


segundo as minhas contas...

143º momento cultural: So ist Paris

Já tinha visto este filme, quando saiu em 2008. Na altura gostei tanto que o elegi como um dos meus filmes preferidos. Na verdade, não o elegi nada, mas nunca mais me esqueci dele, que é quase o mesmo, e quando falo de filmes franceses de que gosto - e são quase todos - são as histórias cruzadas deste Paris que me servem de ponto de referência. Quando o vi em cartaz novamente num festival de Verão tive a certeza de o querer ver de novo. E fui. Voltei a ver e sei porque é que gostei tanto na altura e continuo a gostar agora. O filme não tem princípio e não tem fim. O entrelaçar de umas histórias nas outras. O cruzamento de pessoas e classes e níveis e mundos e dramas. Vidas completamente banais como qualquer vida. Decididamente uma fatia de várias histórias, de várias vidas.
O mais engraçado ao rever este filme foi que entretanto já vi tantos outros filmes franceses que reconheço quase todos os actores. O Roman Duris do Auberge Espagnol, das Bonecas Russas e do Mmelle Popullaire. A Juliette Binoche que para mim vem sempre com o carimbo de Wuthering Heights, Chocolat e Paciente Inglês. A lindíssima Melanie Laurent do Inglorious Bastards, Les Adoptés e pelo menos dois filmes mais de que não me lembro - e fica tão melhor de cabelo escuro do que loura. O professor que também fez de professor no Dans la Maison. O irmão que era o quadriplégico do Intouchables. E por aí fora.... (E a minha memória anda aí para as curvas... quem diria)

sábado, 27 de julho de 2013

Munição de guerra

Voltei ao Danúbio porque com mais de 30ºC não se fica em casa. Os sacanas dos cisnes assassinos também lá estavam. Houve dois que se aproximaram bastante de mim e eu confesso que fiquei sem saber o que fazer. Por detrás daquela graciosidade toda está um animal sanguinário e ninguém me convence do contrário. Assim, se eles apareceram em bando, eu fui munida de artilharia pesada: fui a banhos com um iraniano (!) a ver se impunha respeito... ou mesmo medo. Resultou! E o tipo ainda trouxe repasto para o pós-natação!

(Ah! Afinal nado de uma margem a outra do Danúbio em menos de 10 minutos... segundo os cálculos do meu amigo devem ser uns 200m)

Faço anos dentro de 3 meses

Pode ser isto a prenda...


Adam Levine

Paris (2014) está óptimo :)

Aqui fica São Paulo e Lisboa para saberem do que estou a falar!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Tirésias contra-ataca

Ontem dizia que a visão é um sentido tramado. Tirésias não dorme. Eu sim e acordei com um olho a doer e avermelhado. Com o passar do dia não passou e eu fui direita ao oftalmologista. Sim, tenho uma virose na córnea. Vá lá não é o costume. Infecções e lentes mal graduadas já tinha tido várias este ano, assim sempre dá para variar um pouco. Não sei se me preocupa mais o facto de ser uma coisa contagiosa ou morosa de sanar. Para já estou munida de óculos e gotas, que serão os meus melhores amigos nas próximas semanas. Que bom! Na semana em que se vão bater recordes de temperatura e com o sol a arder em Viena, eu não vou poder andar de óculos escuros. Enfim, vou andar com os meus óculos de secretária nerd dos anos 50 e que me aguente, caso contrário Tirésias ainda me manda outra praga do Egipto!

142º momento cultural: Bauchklang

A vantagem de passar um Verão em Viena é que uma pessoa só se aborrece se quiser. Há sempre qualquer coisa a acontecer, há muitos eventos gratuitos, mais difícil é o tempo cooperar. De manhã esteve nublado, de tarde choveu uma meia hora. Mas às 8 da noite estava calor e dava vontade de estar na rua. Eram 8 e pouco quando chegámos ao concerto e claro que já tinha começado. Se estava marcado para as 8 era para começar às 8 e não às 8 e qualquer coisa. Ouvi Bauchklang pela primeira vez há um par de anos e na altura achei surpreendentemente bom. Quando os vi no cartaz da Popfest, nem pensei duas vezes. Ia vê-los a pagar de bom grado, sendo de graça a minha presença estava mais do que garantida. Gostei ao ponto de dançar como se estivesse em casa sem ninguém me ver. O que me vale é que o meu estilo de dança é muito estético e impressionista. Mas o que acho genial é haver imensos eventos destes: de qualidade, gratuitos e apelativos ao público. Karlsplatz estava apinhada de gente.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Criminosos à vista

De há uns anos para cá comecei a detestar e a temer cisnes. Desconfio de cisnes desde que soube de um caso de um cisne que matou um homem à bicada aqui no Danúbio. Pode até ser um mito urbano, mas essa história nunca largou a minha cabeça e surge qual pop-up sempre que vejo um. Hoje tal como o criminoso, voltei ao lugar do crime, enquanto nadava sob um sol tórrido, vi, entre outras tantas braçadas, com horror um bando de psicopatas ao longe. Tentei distrair-me, nadando na direcção contrária. Mas a visão é um sentido tramado: quanto pior for a imagem, maior a frequência de ela aparecer intermitente diante dos nossos olhos. Por isso, em vez de estar de costas para o perigo, nadei para ainda mais longe, mas quis ter o perigo no meu campo de visão. Eram 8 cisnes brancos que nadavam ora em bando ora em fila perto da margem do Danúbio. Por esta altura, eu já estava em pleno leito do rio. Observei-os com o temor de quem passa por um beco escuro com sujeitos malencarados. Eles lá continuavam o seu caminho com um plano certamente diabólico em mente. Aí, apesar da distância, ocorreu-me que os animais sentem o medo das pessoas, mas não sei até que ponto os quilolitros de água, corrente, algas, musgo e sei lá mais o quê entre nós poderia dissimular a transmissão de sensações. Bom,
eles já tinham passado a minha zona e se mantivessem a velocidade, até eu chegar à minha "escadinha", eles já estariam a milhas. Mas eu disse que eles eram 8, certo? Eu posso ser linda e maravilhosa, mas sou só uma, e não queria ver o meu sangue ainda mais lindo e maravilhoso em penas terrivelmente brancas de cisnes mefistofélicos. Fui nadar até à outra margem e voltei quando o perigo passou. Com isto tudo consegui fazer uma margem à outra do Danúbio em curvas e regressar em linha recta.

Cisnes só com lago e tutus :)

Bling bling

Eu no Verão tenho a sensação que tenho uma vida de luxo, pode ser mentira, mas é um luxo no meu ranking de coisas luxuosas. Saí do trabalho mais cedo para ir à fisioterapia. O massagista de hoje foi aquele eslovaco, o meu preferido deste consultório. Eu saquei de um livro (o do Camarneiro) enquanto ele ia fazer não sei o quê nas minhas costas, mas ele tirou-me o livro e disse que ali estava para descansar e relaxar, ler lia em casa! Eu ri-me e adormeci.
Saí dali directa ao rio. Comprei cerejas pelo caminho, onde o vendedor balbuciou-me palavras portuguesas e ganhou um sorriso meu. Nadei quase meia hora. Os 45 minutos que se seguiram não foram suficientes para secar o biquíni, mas deu para acumular a energia de muitos raios de sol e  adiantar o livro que o massagista não me deixou ler. Estou a gostar imenso. Vim para casa, tomei um banho e ainda dei uma aula maravilhosa.

Se calhar tenho espírito de pobre, mas não trocava esta vida por nenhuma das que conheço, mesmo tendo voltado à sanzala e estando a tratar da papelada dos meus impostos... (há 3 noites)

terça-feira, 23 de julho de 2013

Andas a ler alguma coisa, Maria Calíope?

Sim... agora ando com o Debaixo de Algum Céu do Nuno Camarneiro pegado a mim, mas tirando isso estou a meio do Pensageiro Frequente do Mia Couto e do Apocalipse dos Trabalhadores do Valter Hugo Mãe, tirando esses estou quase a acabar a Metamorfose de Kafka, a História da Europa de John Hirst e o Milagreiro Pessoal do Agualusa. Preciso de reler o Vendedor de Passados igualmente do Agualusa e quero começar a ler (já há uns 6 meses) The World Religions de Huston Smith, tirando isso ainda tenho uns 10 quilos de livros que trouxe de Portugal das últimas duas vezes, sem contar que me apetecia ler qualquer coisa do João Tordo e do Afonso Cruz.

Esta ilustração de Afonso Cruz serviu de pontapé-de-saída para a aula de hoje, mas engraçado foi ainda no aquecimento um dos alunos recorrer à self-made expressão "rir de desespero e sofrimento".

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Nunca vos pedi nada, pois não?

Pois... mas isso vai mudar!
Tratem de me arranjar contactos na Dinamarca e de preferência giros (com foto, que eu não me fio no vosso extremo bom gosto!).

Ahahahahahha :)
Acho que foi o Espírito-Santo-Torre-de-Babel remix que baixou em mim!

domingo, 21 de julho de 2013

T0

O caríssimo leitor já deveria estar a estranhar a quantidade de posts seguidos sem qualquer episódio do arco da velha. Também eu, mas a verdade é que a minha vida tem sido um marasmo e já nem como figurante sirvo para o freak show. No entanto, hoje houve uma reminiscência daqueles episódios bizarros que "só me acontecem a mim".

Estava eu a caminho da praia, animada com um par de histórias dançantes na minha cabeça, quando começo à procura de um sítio simpático e seguro, onde deixar a mochila com as minhas tralhas enquanto fosse nadar. Palmilhei umas centenas de metros para a frente e para trás e lá decidi-me perguntar a uma rapariga americana se poderia deitar um olho à minha mochila enquanto dava umas braçadas. Eu não tinha reparado que ela estava com uma outra rapariga sentada nos degraus para a água e mais um tipo no rio. Sento-me no degrau e a rapariga aí pergunta-me se preciso de protector solar. Em 30 segundos estávamos à conversa. Ela é californiana, vive em Viena há dois anos, o tipo a nadar é o marido, dá aulas na Escola Internacional Americana e conhece uns professores lá, conhecidos meus. O mundo já seria pequeno com esta pequena coincidência, mas não, o mundo é muito mais pequeno. Ora atentem:

Calíope: E tu também és americano?
Marido: fwegwewsdf (dentro de água)
Americana: Não, não, ele é de Salzburg...
Calíope: De Salzburg?!!! E chamas-te L.?!!! Espera aí... Não nos conhecemos?...
Marido: Sim, sou de Salzburg.
Calíope: Não és amigo do R?
Marido: Sim.
Americana: Tu conheces o R?
Calíope: Não sabes quem eu sou? Eu era a namorada do R!
Marido: Ah! Quando te vi, pensei que parecias mesmo a Calíope...
Calíope (para a Americana): Eu fui namorada do R há mais de 10 anos... e já não via o teu marido há mais tempo ainda.
Americana: Ele não mudou nada...
Calíope: Pois... realmente, como o mundo é pequeno!
Americana: E tens contacto com o R?
Calíope: Sim, quer dizer, vi-o há uns meses, depois é aquela conversa do "vamos tomar um café" e nunca acontece mais nada.

E pronto, como diz uma amiga minha: o mundo é um T0

A banhos

Este ano, a época de banhos começou bem tarde, mas começou em grande e em águas novas. Desta feita fui ontem e hoje para o Neue Donau e que bem que me soube. Cada vez que estou em pleno Danúbio com o céu como tecto, um holofote brilhante e montanhas no meu campo de visão, penso no privilégio em que vivo e como me sinto muito feliz por estar ali. É a pessegada que eu costumo repetir todos os verões, mas sou mais feliz dentro de água, pena é que só me lembre disso dúzia e meia de vezes por ano.
Ah! E no sítio onde estive a nadar dá para ver o metro a passar, o que me dá um jeitão para contar o tempo :)

A noite foi também brindada com outra estreia: concerto na Rathaus. Um perfeito desconhecido que me conquistou por completo: Philipp Poisel. Soa a qualquer coisa conhecida, mas que não fui capaz de identificar. Não fiquei até ao fim, mas estar ali diante daquela maravilhosa Rathaus, com uma lua cheia a iluminar-nos e música surpreendentemente boa. Privilegiada, mesmo que às vezes duvide.

Emaranhado

Estava aqui no outro dia a pensar - é o que dá não saber ao que fazer do tempo que me sobra - e apercebi-me que afinal as linhas com que me coso não são todas iguais. Se há umas que alinhavam e depois servem para fazer a costura final, há outras que não, que se arrepanham no tecido, que fazem partir agulhas e que seguem o seu próprio caminho. É estranho aperceber-me que as linhas que me tricotam não vêm todas do mesmo carril... e dar de caras com pontas soltas.
Não era nada disto que queria dizer para introduzir esta maravilhosa Linha do Equador, desta feita cantada pelo Caetano Veloso.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A obra. Em obras


Adoro a campanha estival do KHM. Está completamente irresistível!

Sempre que passo por um destes cartazes, estas interrogações arrancam-me um sorriso.

Mergulhos bilingues XXV

À medida que fui avançando pelo meu percurso escolar raramente tive comentários dignos de memória. O facto de ter sido frequentemente a melhor aluna da turma andava de mãos dadas com "(muito) bons", que obviamente se desvanecem nas pregas das memórias. Foram poucas as excepções.
Na 2ª classe, a professora disse que não havia petróleo para eu andar à procura. Eu ao apagar qualquer coisa com a borracha de tinta, esfregava as páginas com tanta veemência que fazia buracos.
No 12º ano, a professora de História e directora de turma disse na reunião de pais aos meus pais que eu era boa aluna e com certeza entraria para a faculdade, mas não poderia dizer que não tinha estudado para a prova porque o Sporting tinha perdido.
Ontem recebi o comentário do meu orientador ao meu relatório anual relativo à minha tese. Para além daquelas coisas que se esfumam com o tempo (que tenho estado a fazer progressos e não sei que mais), disse o excelso senhor professor "era bom que a Frau trabalhasse mais depressa"!!! justificando logo a seguir que a uma pessoa com um trabalho a tempo inteiro não sobra muito no orçamento de tempo.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mergulhos bilingues XXIV


"Na minha cabeça passam outras línguas

disse-me a minha 32ª entrevistada. Gostei tanto desta frase que vai servir de epígrafe da tese!

Amanhã há reuniãozinha com o meu orientador e para além de muito chouriço enchido, surpreendam-se, levo trabalho feito e dúvidas e questões para avançar com a sua tese...
(Não vou já atirar com foguetes, pois arrisco-me a ficar mais dois anos a ver núvens a passar...)


Edith Schiele, por Egon Schiele

terça-feira, 16 de julho de 2013

Será que toca piano?

Aí uns posts abaixo, falei-vos do Bradley Cooper & Friends dobrados em espanhol e agora sem querer - é sempre sem querer - seguindo uns vídeos de uma marca de gelado com tremas, dou de caras com esta entrevista. O homem fala francês.... oh Deus, eu não mereço! :)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

141º momento cultural: Djavan e Maria Gadu

O caríssimo leitor saberá o quanto Maria Calíope vibra ao som de Djavan - e nem vem o caso estar sozinha ou acompanhada - o atento leitor saberá o quão presente Djavan tem estado na vida de Maria Calíope, o querido leitor saberá o quanto Maria Calíope queria voltar a ver Djavan ao vivo. E foi. Foi bom, mas não foi fabuloso. Não foi inesquecível. Foi bom. Maria Calíope cantou, dançou, tirou fotos, fez vídeos, mas Djavan não cantou a Linha do Equador, Djavan não cantou o Infinito.
Na verdade Djavan começou a cantar quase quatro horas depois de Maria Calíope estar no recinto. Ok, que Maria Gadu não era exactamente era uma primeira parte, mas um concerto em si, mas subir ao palco à meia-noite, quando o concerto inicial deveria ter começado às 21:30?! Eu venho do centro da Europa, já não estou habituada a esses forrós pela noite fora. Mas eu fiquei até ao acender das luzes, muitos foram os que se foram embora ao fim de uma ou duas músicas. Claro que foram eles quem ficaram a perder, mas pronto, não me consola saber que o show em Belo Horizonte teve o mesmo horário.
Eram quase duas da manhã e eu cantei e dancei a Sina, num segundo encore, mas estava no meu limite. O homem fez o que lhe cabia, apresentando o seu novo álbum (Rua da Alegria) na primeira hora, sendo a segunda com êxitos mais antigos e por isso mesmo soube a pouco, a muito pouco e a ainda mais tarde. Uma boa surpresa foi um dueto com a Cuca Roseta, eu achei que resultou bem, a minha amiga não achou tanta piada... mas aqui fica ele.

139º e 140º momentos culturais: Joana de Vasconcelos na Ajuda e O Consumo Feliz no CCB

Joana de Vasconcelos

Era uma exposição que eu já queria ter visto na Páscoa e que não aconteceu dada a adesão que estava a ter por parte do público em geral. Fiz bem em deixar para agora. Sem filas de espera, sem gente a acotovelar-se, sem me aceitarem o cartão de estudante, praticamente estávamos sozinhas no Palácio da Ajuda, a exposição ficou um bocado aquém das minhas expectativas. Pelos 10€ que paguei e tendo em conta a outra exposição dela que vira anos antes no CCB, esperava mais. Reconheço um trabalho engraçado no enquadramento das peças nos aposentos reais, simpatizei com a forma ampliada de alguns insectos em faiança cobertos de renda, mas as melhores voltaram a ser aquelas que eu já conhecia e assim perdeu-se o efeito surpresa, o que me fez pensar da exposição "mais do mesmo". No entanto, ver aquele coração solitário, vale sempre a pena e poderia sempre vê-lo em todas as esquinas. Se não tivesse visto a exposição do CCB, a história talvez tivesse sido outra.

O Consumo Feliz

Gosto de publicidade e acho sempre engraçado ver cartazes mais antigos e pormenores que agora nos saltam à vista e que à época passavam despercebidos por estarem mais do que enquadrados. Gostei da exposição sim, mas na verdade, lembro-me mais da conversa que tive lá nas salas do CCB com a amiga com quem fui do que da exposição em si...


domingo, 14 de julho de 2013

138º momento cultural: R3sacon

A estadia em Bilbao ainda deu para ir ao cinema. Depois mais de dois dias a andar para a frente e para trás, estar sentadita numa sala de cinema pareceu ideal, mesmo vendo um filme dobrado em espanhol. Talvez por já estar habituada a dobragens em alemão, depois dos minutos iniciais, já nem me lembrava de que o filme estava a ser falado em espanhol.
Fiquei na dúvida no fim, se a porta ficou aberta para mais uma aventura qualquer ou não.

137º momento cultural: Guggenheim

Quando resolvi ir a Bilbao, a única referência que tinha era precisamente o Guggenheim. Obviamente não iria sair de Bilbao sem o visitar e não dei pela viagem perdida. O museu marca decididamente a paisagem, mas apesar da cidade ser bastante tradicional e até verde, o monstro de metal não está desenquadrado. Bilbao conseguiu um belo equilíbrio entre moderno e tradicional, entre urbano e verde.
A guardar o museu está um gigante cão de guarda, o Puppy. Por trás dele, estão uma aranha gigante e mais umas quantas esculturas/instalações. Simples, mas elegantes. 

Resolução de problemas

Lembram-se da virose do meu computador?
Na altura não tive oportunidade de dar o crédito a quem de direito.
naoarranca.com. Eficiente. Seguro. Fidedigno.
Espero nunca mais na vida ter problemas informáticos, mas se voltar a ter nem penso duas vezes.

E com vocês... Djavan e Maria Calíope!

"Flor-de-Lis" num dueto mais do que improvável lá no Oeiras Cool Jazz! 

Saltos em Lisboa

Só me lembro, da última vez em que andámos de saltos juntas em Lisboa, de andarmos a arrastar-nos pelos passeios, já agarradas às paredes e com cuidado de não prender o salto na calçada...
Desta vez não passámos vergonha!

sábado, 13 de julho de 2013

Folha de cálculo

Como é que eu erro umas cinco vezes ao tentar fazer uma soma de 9 parcelas numa folha de cálculo e acerto uma coisa destas: =((B43*0,5)+(C43*0,1)+(D43*0,2)+(E43*0,1)+(F43*0,1)) logo à primeira?

Sim, finalmente as provas de Gramática estão corrigidas. Venham as de Cultura!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A vida pode ser tão simples

Uma festa de aniversário surpresa.

E ver o aniversariante feliz da vida com a surpresa, a nossa presença e muita cerveja à mistura.

Dramas...

Peguei no saco das pipocas e nos óculos 3D.
A minha caixa de mails de trabalho está bem mais emocionante do que muito filme que já vi.
Felizmente nos últimos capítulos eu passei a figurante.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O avião não caiu

E já estou aqui a desfazer as malas.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ao ponto que as coisas chegam

Se amanhã o meu avião cair, alguém vai morrer de remorsos.

domingo, 7 de julho de 2013

Falta de notícias

Não me falta assunto. Hoje nem me faltou tempo. Mas não me apetece escrever.
Mais uns dias e já voltamos às nossas rotinas.

Não, não é do calor.
Qual calor? Não é suposto ser Verão? :)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Family is an overrated concept

Quem me conhece sabe que nos últimos tempos repito recorrentemente esta ideia. Acho o conceito família exageradamente valorizado, especialmente parentescos em linhas menos rectas.

Ontem vieram os meus primos visitar-me/visitar o meu pai e eu (quase) reconsiderei.

Senhores passageiros, sejam bem-vindos a Bilbao!

Tenho uma lista de cidades - essencialmente europeias, mas não só - que sempre quis visitar. O estranho sobre estes eternos futuros destinos é que pouco ou quase nada sei sobre os mesmos. Então interroga-se o caríssimo e atento leitor sobre os critérios de selecção de Maria Calíope. Os critérios são bastante nebulosos e sinuosos como os demais caminhos do cérebro de Maria Calíope. Assim, há nomes que simplesmente lhe soam bem e outros espaços sobre os quais efabulou e criou toda uma dinâmica na sua cabeça que talvez correspondam à realidade ou talvez não...
Desta feita e num passo de mágica, fui a Bilbao, uma cidade que pertencia a essa lista. O nome só por si enche-me os sentidos, por outro lado, o Guggenheim servia-me de garantia de não sei o quê.  Fui. Gostei muito. E adorei esta aranha que me apareceu à frente. E como o estimado leitor saberá, Maria Calíope é incapaz de esborrachar uma aranha.

Estááááá...

Hoje ao telefone:

- Oh menina, então dê lá as melhoras ao seu pai e muita força... que isso tudo vai passar.
- Sim, se Deus quiser.
- E ele que se anime que isso é que é preciso. Ele não pode dar confiança à doença!
- Obrigado. Eu digo-lhe, sim.

Já cá canta!

E foi só preciso quase dois anos, dezenas de idas à Embaixada, quer a de Viena, quer a de Lisboa, mais outras tantas certidões e carimbos vários - e, claro está, em distintos países e diferentes continentes. Nem vou enumerar a quantidade de pessoas que me ajudaram neste processo. Mas já está.

Em cima do salto XXI

No outro dia fui jantar a casa de uma amiga e entre outros tantos dedos de conversa sai-se ela com uma fantástica perspectiva de vida: "Todos os dias estamos um dia mais próximos do nosso objectivo" (qualquer que ele seja). Eu assinei por baixo.

Elena Feliciano, Poppy Stiletto

Previsão do tempo para hoje



Com o calor que se sente em Lisboa - o meu termómetro marca agora 37ºC - acho que merecemos todos uma chuva de posts :)

Vamos lá ver quantos saem de uma fornada só...

terça-feira, 2 de julho de 2013

Separar as águas

Apesar de Maria Calíope tentar ser uma pessoa tolerante e flexível, há determinados domínios estanques na sua vida: literalmente pão, pão, queijo, queijo. Mesmo tendo a possibilidade de trabalhar em home office, Maria Calíope vai feliz todos os dias para o escritório, fazendo uso desse recurso quando está doente... ou quando está em Lisboa. Assim, a dificuldade não se trata apenas de distinguir casa de trabalho, agora ainda há mais uma variante neste eixo: férias. Face a esta confusão geral, pode verificar-se uma escassez de posts... que se será colmatada com posts em atacado assim que voltar à casa de partida.

E estou parva com a saída de Paulo Portas e receio a queda do Governo... Não sei se fico especada diante da televisão ou se vou passear à Baixa...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Momento Herri Batasuna

Ter chegado mais do que atempadamente ao aeroporto de Bilbao para voltar para casa.
O voo atrasar-se imenso.
Ficar presa no (mini-)aeroporto sem lojas, com variadade de restaurantes muito duvidosa, sem internet, sem toshibinha, sem livro, sem poder trabalhar.
Vá lá tinha companhia.