terça-feira, 27 de junho de 2017

Selber Schuld!



A pessoa que ambiciona ter um mordomo (eu, caso o querido leitor esteja distraído) dá por si a fazer de secretária de outrém...
Pior. Por iniciativa própria e sem garantia de remuneração.


Como me disse o meu amigo sebim "Bem-vinda ao clube dos apaixonados!".

(Maria Calíope irremediavelmente crente nas suas capacidades de mover astros e na senda de provar que também ela é a última coca-cola do deserto).


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Se calhar endoideci II

Parece-me agora ridículo o post de há 3 meses onde eu duvidava da minha sanidade mental por ter comprado bilhetes para ir ver o Nelson Freitas... a Paris! E nem sei porque associei o louco, o amante e o poeta... é que nem uma das três personagens, quanto mais todas.
Bom, agora sim, tenho razões para duvidar do meu estado, pior, tenho motivos para pensar se a estratégia que resolvi traçar será a mais adequada. Sim, agora tanto o poeta, o amante como o louco fazem sentido e povoam a minha alma. Todos com o mesmo peso, todos na mesma proporção.
Se não reunirmos o nosso vigor, concentrarmos o nosso ânimo e convocarmos as nossas forças para correr atrás daquilo que nos faz pulsar, vamos correr atrás de quê? Pesos mortos?!
Posso até estar a meter os pés pelas mãos, posso até estar a dar um salto no escuro, posso estar errada, o tiro poderá até sair-me pela culatra... mas eu acredito em unicórnios e enquanto acreditar que sou capaz de mover montanhas e vir luzes no fundo do túnel, não consigo dizer "desisto".



domingo, 25 de junho de 2017

Pés no chão (183)

Mudei de sapatos, de calças, de país e de continente! Eis-me em plena Central Station em Nova Iorque!

sábado, 24 de junho de 2017

Pés no chão (182)





Até parece que Maria Calíope não pára em casa tendo em conta a quantidade de Pés no Chão nos últimos tempos. Não estará assim tão longe da realidade, mas também não é a vida de luxo que parece ser! Bom luxo, luxo é esta edição dos Pés do Chão em plena casa da ópera de Reiquiavique. O que eu adorei este edifício ao ponto de a última manhã ter passado lá dentro a tirar estas maravilhosas fotos! Nota-se muito que estava de partida para outras paragens? É que ao fim de não sei quantos dias mudei de calçado!

Olhos nas estrelas, pés no chão*

Não estranho o factos de amigos meus acreditarem piamente nas minhas capacidades, quando eu própria confio em mim e sei que sou capaz de mover mundos e fundos para conseguir o que quero. O curioso é quando pessoas que achamos que não nos conhecem tão bem dizem coisas como "para ti o o longe e impossível não existe" :)

Pois realmente o meu dicionário está repleto de possibilidades e todas elas à mão de semear. (e se não estiverem eu trato de encurtar caminhos).

Arregacei as mangas e vou fazer do longe perto e transformar uma casualidade numa coisa com pés e cabeça!


* tirado daqui

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Última noite em Graz

Com direito a aula de kizomba onde se aprende as diferenças entre: kizomba, semba, tarraxinha, urban kizz e guetto-zouk...

(Sim, em Graz!)

Conversa imaginária:
- Oh Sodotora, o que mais gostou do semestre de Verão em Graz?
- Dos workshops de kizomba, claro!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Nível ditactorial

Num processo de recrutamento, foi-me pedido que facultasse a avaliação das minhas aulas. Enviei a avaliação feita por todas as turmas que lecciono no presente semestre. Tenho resultados mesmo muito bons, talvez nos 90%, com comentários bastante simpáticos face à minha prestação nas aulas. Não duvidei que seria mais um aspecto positivo na minha candidatura. Hoje solicitaram-me avaliações de semestres anteriores e eu ri-me porque afinal, em países com regimes ditactoriais, o nível de apoio ao poder governativo também costuma ser na ordem dos 90%! No entanto, neste preciso caso, socorre-me a linha de pensamento de que 90% dos meus alunos acham-me mesmo brilhante
(os outros 10% só me acham muito boa!) e 90% do meu público não pode estar enganado!
(Presunção e água benta cada um usa a que quer)
(Eu não uso água benta, por isso abuso um bocadinho da presunção)

Depois logo vos digo se fiquei com a vaga!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Horas caladas



Uma aluna esteve nos Açores e mandou-me este postal. Só o li hoje e li as entrelinhas, claro! 
Tantos anos a analisar texto e tanto texto virado que ao ler este poema consegui ver todo o sol que a minha peneira escondia. Silêncio, preciso de silêncio. E nem música se houve nesta casa.

Atirar areia para os olhos

Há uns dias, talvez desde a semana passada, que tenho dado por mim a tentar focar a visão de forma explícita e literal. Devia mudar as lentes, penso todos os dias, menos de manhã, quando efectivamente poderia pôr as lentes novas. Lembrei-me que os meus olhos me pregaram uma partida quando estive em Copenhaga há quatro anos e que por isso estivessem talvez em modo revivalista. Ontem estourou a luz do meu quarto quando cheguei. E só hoje depois desses indícios vários me lembrei de Tirésias.
Simpatizo muito com a imagem do cego que vê mais do que os outros sem problemas de visão e não estava a conseguir ver os sinais. A ver estou cega e por isso é preciso turvar-me a vista e pôr-me às escuras para eu ver aquilo que me recuso. Ando a tapar o sol com a peneira por medo da luz... mas na prática ver a luz dói e quase parece mais confortável o triste teatro de sombras.

Parece-me a altura indicada de voltar a pegar nos Cem Anos de Solidão.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Post do dia

Comecei o dia a pensar que o post de hoje seria certamente dedicado aos dinamarqueses e às suas idiossincrasias.
Voltei para casa semi-deprimida, mas decidida a escrever um post de choradinho acerca da areia que ando a atirar para os meus olhos.
Entretanto inteirei-me do que se passou/se está a passar em Pedrógão (estive o fim-de-semana praticamente desligada do mundo) e passou-me a vontade de fazer o que quer que seja, nem de vos relatar coisas bonitas que vi e muito menos de me queixar das agruras da minha vida.

Pés no chão (181)

E o prometido é devido! Cá está a aguinha borbulhante do parque dos geisers algures no triângulo dourado islandês! Eu consegui fazer a proeza de me ter posto do lado para onde o vento soprava e de ter levado com uma onda de vapor quente e quase líquido quando o geiser explodiu!

domingo, 18 de junho de 2017

Pés no chão (180)

Nem sei porque é que eu achei que era giro tirar uma foto a este chão de cascalho miudinho com este gradeamento de plástico... mas se vos interessar era a entrada do parque dos geisers que fui visitar... a água quentinha chega amanhã :)

sábado, 17 de junho de 2017

Pés no chão (179)

Não se vê muito bem o que está para lá do vidro, mas é nada mais nada menos do que uma placa tectónica! Supostamente uma parte da norte-americana. Eu não sabia que se podia ver placas tectónicas, mas na Islândia vi não apenas esta, mas também a europeia.