quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Jour fixe: Jantaricos



Repescando uma grande ideia de um blogue-amigo, vou voltar a jantares cá em casa. Gosto de cozinhar para amigos, gosto de ficar à conversa à volta da mesa,  até gosto de contabilizar as garrafas vazias no final da noite! Mas já nem sei quando foi a última vez que tive cá gente a jantar. Acho que uma vez por mês é uma boa conta! O primeiro será em Fevereiro!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Luto completo

Com o falecimento do meu pai aprendi a viver com a morte. Vi como as pessoas reagem de forma muito diferente a um mesmo input, não é preciso carpir o defunto para sentir a perda, mas há quem precise de chorar e de chorar mesmo muito para extravasar a sua emoção. 
Umas das coisas mais significativas que me disseram no ano passado, foi que o luto - não sendo ciência exacta - demora em geral um ano. Entendendo-se um ano como um ciclo, a pessoa enlutada terá de (aprender a) viver sem o seu ente querido durante esse ano, com tudo o que nele se inclui (férias, aniversários, festas, etc.). Para mim fez muito sentido.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

16 de Janeiro de 2017

Marquei um voo para o dia seguinte, 15. Só ida. Nunca tinha visto a minha mãe naquele desespero. O meu pai piorava de dia para dia. Até a minha irmã tinha voltado a ir dormir lá para casa. Não fazia sentido eu estar aqui e fui para Lisboa no dia seguinte, apavorada com a ideia de o meu pai morrer e eu não estar lá e de ninguém me dizer nada até eu chegar. Tinha regressado de Lisboa uns dias antes, duas semanas em que mal saí de casa, tentando aligeirar a tarefa hercúlea da minha mãe de cuidar do meu pai.
Cheguei a casa e o meu pai estava lá, deitado, imóvel, angular, com os olhos entreabertos, ainda mais magro do que 10 dias antes, já não falava, mas supostamente ouvia tudo. Eu agarrei-lhe na mão e disse que estava ali com ele, que já tinha chegado. E apesar daquele quadro miserável, eu fiquei feliz por lá estar e tenho a certeza que ele também.
Nessa noite, a minha irmã voltou para casa dela e eu ocupei o sofá vago. Estávamos todos a dormir na sala. Nem me passou pela cabeça ir dormir para o meu quarto. A minha mãe explicou que tinha de ficar uma luz de presença acesa, pois as pessoas em estado terminal temem o escuro. E ela sentou-se no banco de madeira ao lado da cama do meu pai, dando-lhe a mão. Só ela é que não dava conta de como estava extenuada. Eu disse-lhe que fosse para o sofá dela, que eu ficava ali com o pai e nem sei como a consegui convencer. Trocámos de postos. Ao fim de uns minutos sentada no banco, já me doía o rabo e não sabia bem em que posição me pôr. O meu pai estava tão magro e mal se mexia que mal ocupava metade da cama e num golpe de felicidade, ocorreu-me puxar um pouco a cama articuladada para eu poder deitar-me ali entre a parede e o meu pai. Havia espaço suficiente para mim de lado e com certeza seria mais confortável que o banco de madeira. Dito e feito. A minha mãe dormia profundamente que nem reparou, mas às tantas chamou por mim, não me vendo nem no sofá nem no banco e eu lá levantei a cabeça do outro lado do meu pai. Dormi ali meia dúzia de horas tranquila ao lado dele e ele com certeza descansado por me sentir ali perto.
No dia seguinte - dia 16 - tínhamos de tratar da documentação da mercedonga. O meu pai tinha deixado tudo preparado e nós (eu e a minha irmã) tínhamos de ir ao conservatório. Fomos pela hora do almoço, tratámos do que tínhamos a tratar e a minha irmã seguiu para o escritório, deixando-me primeiro em casa pelas 15:30. Só me lembro de estar toda a gente a dizer-me que comesse qualquer coisa. Eu ainda não tinha almoçado e fui aquecer um bocado de lasanha que estava na cozinha. Voltei para a sala com um tabuleiro e sentei-me no meu sofá. Não sei se cheguei a pôr uma garfada à boca e vi o meu pai a franzir a testa. A minha irmã tinha-me dito, o que o médico lhes dissera, qualquer movimento facial ou mudança de ritmo de respiração poderia ser sinal de desconforto. Eu saltei do sofá e perguntei ao meu pai o que tinha, do que precisava (como se ele pudesse falar) e disse-lhe que ia chamar a minha mãe. Numa fracção de segundos estava a minha mãe e eu abeiradas do meu pai... e só me lembro de ouvir de trás a minha tia a dizer "ele já não está a respirar" para desatarmos todas num pranto inconsolável. Apesar do choro todo, para mim o meu pai ainda estava vivo e a respirar... mas a enfermeira logo de seguida não deixou espaço para devaneios. Liguei à minha irmã, para que voltasse de imediato para casa.


(Jamais me perdoaria se eu tivesse ficado em Viena).

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Interesses vários


Além do computador cá de casa que continua em processo de falecimento - estou a dar-lhe os cuidados mínimos por isso é que ainda está vivo - o meu computador do escritório também já andava a arrastar-se há anos. No entanto, eu sou aquela pessoa que não liga muito a estas coisas e enquanto as coisas funcionarem, não se chateia muito, mesmo que o computador precisasse de 20 minutos para reiniciar... (não vale a pena comentarem) Bom, porém, dado a futura baixa de casa, achei que era altura de reclamar um computador novo no escritório também.
Ao contrário do que esperava (ficar semanas à espera de uma resposta), dois dias lá tinha todo um computador novo. Conversa vai, conversa vem com o tipo dos IT - passou-me pela cabeça que era boa ideia dar-me mais com pessoal informático, que dão sempre jeito! (Mas não falei dos meus problemas informáticos domésticos).
Hoje o meu segundo ecrã não ligava e liguei ao tal tipo para ver se me podia ajudar. Ele lá apareceu e resolveu o que tinha a resolver e ficámos mais uns 10 minutos comigo a ter uma aula de... árabe!
O tipo é tunisino e entre je parle français e but how many languages do you speak? veio todo um chorrilho de perguntas que eu gostaria de saber em árabe. Basta olhar ali para o lado nos Mergulhos futuros: eu há mais de 20 anos que gostaria de aprender árabe.
Agora reparem nesta delícia.
A 2ª palavra é qualquer coisa como Sahaara... deserto em árabe! O deserto do Sahara é o deserto deserto! Não é o máximo?
A 3ª palavra é açúcar, que se diz qualquer coisa como o nosso açúcar - lá está, palavra de origem árabe.
E a 1ª é o meu nome, o original, que fica para a leitura do querido leitor versado em árabe!
Com isto quem é que quer saber de porcarias informáticas?

domingo, 14 de janeiro de 2018

Almoço domingueiro


Lembram-se dos meus vizinhos? Um continua a viver aqui (V2) e o outro já mudou de país 3 vezes (V1). Estranhamente tenho mais contacto e vejo mais vezes o que saiu do país do que o que continua aqui no prédio. Cruzei-me com a namorada do V2 no outro dia no metro, que me perguntou se ainda vivia no mesmo sítio e me convidou para ir tomar um café com eles... Eu disse que sim, mas fiquei a pensar se já temos dificuldade em manter uma conversa assim num encontro casual no metro, um café inteiro iria ser penoso! O V1 ligou-me hoje a avisar que estava em Viena para irmos tomar um café, três mensagens depois o café transformou-se em almoço, que se prolongou para um café. Sem querer passaram 4 horas e meia em animada cavaqueira! (E eu que já não dava nada por ele).
O café que pedi tinha um oráculo no pires. O meu dizia isto: Algumas coisas não têm tanta importância.
Pois é! Na mouche! Pronto já estou em forma!

Perfect

Eu sei que o Mergulhos anda cheia de tosse, noites mal dormidas e um mal-estar geral. Está quase a passar, não se preocupe, querido leitor, que o que não nos mata, enrijece e muscula.

E enquanto aborreço o paciente leitor com as maleitas que me apoquentam, nem tive ocasião de contar que em breve vou concretizar um dos meus planos paralelos e dijuntivos de Dezembro (era o LL ou a casa ou os óculos ou T&T). Os óculos já cá cantam, ainda há duas partes da equação que continuam muito escorregadias, mas houve mais uma conquistada e para a qual ando agora a tratar dos respectivos preparativos - daqui a uns dias logo saberão do que se trata - ahahahahahh sim, casamento marcado com LL assim zack zack! :D Era já a correr, mesmo com frio e chuva!!! E vamos fazer um live streaming para os leitores mais estimados de sempre :DDDDD
)
Isto tudo para dizer que apesar de muitas lamúrias e choradinhos tenho mesmo uma vida feita à minha medida, embora às vezes eu própria não reconheça isso e ande a suspirar por medidas alheias.

A volta que eu dei para conseguir pespegar aqui a música mais fofinha do momento (e não é uma kizomba!) e com a qual eu acordo dia sim dia sim! Perfect do Ed Sheeran. Que delícia, querido leitor, que só me apetece ronronar...  
(E ei-la aqui em dueto com a Beyoncé)

sábado, 13 de janeiro de 2018

Mezinhas II

Xarope artesanal de cenoura (deixar que a cenoura largue o seu suco natural, deitando açúcar por cima)
Compressas de aguardente e pimenta (foi a minha massagista búlgara que mo recomendou...)
Pelo meio, fui à farmácia e comprei xarope... de pinheiro e tomilho (não me parece muito químico)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Quem diria

que o dia a começar com chá de casca de cebola iria terminar com um ron on the rocks oferecido pela Embaixada de Cuba. Disseram-me que o rum fazia bem à minha tosse e que o preferisse à Cuba Libre. Dito e feito. Pouco depois resolvi dar uso aos meus cartões de visita novos. Acho que posso concluir que já estou a ficar melhor.

Mezinhas

A ver se é o chá de casca de cebola - outra estreia cá em casa - me devolve a voz, a saúde e o ânimo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O elo mais fraco

sou eu.

Quando se pede cuidadosamente para que não apertem mais porque pode gangrenar e ser apanhado de surpresa porque ninguém tinha reparado na infecção crónica... Desculpe, querido leitor, se a metáfora bio-médico-anatómica não faz sentido nenhum, mas corpos humanos não são obviamente o meu forte.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A surpresa do dia

Uma pessoa até pensa que é giro ter insónias, que em vez de tentar dormir, aproveita o tempo para fazer tudo o que tem para fazer, que o Prof. Marcelo é que tinha razão "dormir para quê?"... e depois de dar a volta ao bico deste prego, a pessoa cai na cama (ok que já eram duas da manhã) e dorme quase de imediato!
Hoje de manhã, a pessoa vai dar aulas - ainda a sentir-se meia songa-monga - e de repente falha-lhe a voz! Claro que não poderia ter percebido antes que estava semi-afónica...  Deu as aulas como pôde e direitinha para casa só com direito a passagem pelo supermercado para comprar limão para o chá.

Premières

- Ter insónias em véspera de dia de aulas... (Acho que consegui passar pelas brasas durante umas 3 horas)
- Começar a dar aulas às 8 da manhã. Na última aula que terminou pouco antes das 22:00 já estranhei a voz que me saía da boca era a minha... Vamos ver se a mantenho ou se ela vai encontrar-se com o disco finado do meu computador.
- Sincronizar computadores, drives e sei lá eu o que mais por volta da meia-noite. Não sei o que me passou pela cabeça. A conjuntivite deve ter entrado pelos olhos dentro e afectado o cérebro. A páginas tantas pensava que mais depressa me transformaria em abóbora.

10 de Janeiro é muito cedo para me sentir Atlas? O que me assusta é que segundo umas previsões astrológicas quaisquer, Janeiro até seria um dos meses favoráveis do ano para mim... Se isto já vai assim, em Fevereiro cai o carmo e a trindade!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

6 no totoloto

- Insónias até às 4 da manhã.
- Conjuntivite no olho direito --> olho inchado no sábado
- Mal-estar geral, nariz a pingar e talvez febre
- Computador com comportamentos estranhos
- Conjuntivite no olho esquerdo --> olho colado e ainda mais inchado no domingo
- Computador moribundo já com a extrema unção dada ao disco.

Tudo no mesmo fim-de-semana! Resultado: mais de 50 horas fechada em casa.