terça-feira, 25 de abril de 2017

Areias movediças

À espera que o telefone toque, que o mail caia e que o raio o parta!
Nem acredito que vim parar a este terreno.
Calma, ainda tenho pé!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

346º momento cultural: Festival de Cinema Francófono

Julgo já ter comentado algures que há anos - talvez desde que deixei de ter aulas lá em 2000/01 - que o francês deixou de ser rotina no meu quotidiano, apenas dando o ar da sua graça em conversas pontuais. No entanto, desde o ano passado que houve um alinhamento cósmico que voltou a pôr o francês no meu caminho através de rotas várias ao ponto de ser presentemente uma das minhas línguas do teclado do telemóvel!
Bom, a única coisa que nunca deixei de fazer foi ver filmes franceses - toda esta introdução para dizer que está a decorrer o festival de cinema francês e eu já vi a minha quota-parte. (Tenho que pensar melhor nestes textos, pois isto sai-me cada vez mais pessegoso).

Eis alguns dos ingredientes que mais gosto em filmes: relações interculturais. Aqui tínhamos uma família paquistanesa a viver na Bélgica. Filhos possivelmente belgas a viver integrados num mundo ocidental, cultivando as suas tradições familiares. O problema e o enredo do filme começa quando os pais querem casar a filha com outro paquistanês e achando-se muito modernos dão-lhe três a escolher... e ela não quer nenhum. Entre várias outras peripécias que confrontam ocidente e oriente, dá para perceber algumas perspectivas que nos parecem muito estranhas, pelo menos para mim, a questão da pressão social, as tradições e a honra da família. Não lhes consigo dar razão, mas pelo menos aprendi a ver as coisas de outro ângulo, mas aviso já que é um choque. 
E a miúda que faz de Zahira é tão gira... e confesso que adorei o vestido de noiva dela (é esse aí)!

Advogada bem-sucedida com uma vida amorosa desregrada, duas filhas a seu cargo, um ex-marido que resolve publicar a sua vida num blogue e um ex-cliente que se habilita a ser seu secretário/ajudante/assistente. A par disso um amigo acusado de tentativa de homicídio que lhe pede que o defenda. O filme longe de ser brilhante é engraçado e vê-se bem.

domingo, 23 de abril de 2017

345º momento cultural: Djodje

Uma das coisas que mais me tem feito ganhar cabelos brancos é a ideia de ir a um concerto em Lisboa e arredores. Gosto de ir a concertos, gosto de ver arte ao vivo e quando vou a Lisboa, tenho tido a sorte de haver concertos que não serão tão prováveis de assistir em Viena. Aqui, se quero ir a um concerto, compro o bilhete e vou. Em Lisboa, (ainda) tento arranjar companhia e descobrir como é que vou parar ao evento. E isto, o que poderia nem ser assunto, passou a ser um rosário de penas... Desta vez, queria ir mesmo ver o Djodje - bom quero mesmo sempre ir ver x ou y - e pensei que é ridículo conseguir dar três voltas ao mundo, fazer e acontecer em 4 continentes e depois quero ir a um concerto em Lisboa e não consigo. Não faz sentido.
A minha irmã - talvez por receio de eu ir para a Margem Sul sozinha - veio comigo ver o Djodje. Eu sabia que ela ia gostar, o que nem me lembrava era o quão divertido era sairmos as duas.
O concerto estava enquadrado no Surf Festival Caparica, ou coisa que o valha. Conforme entrámos, ficámos com a impressão que estávamos numa festa do secundário: miudagem manhosa para todos os gostos, miúdas ultra-preparadas para sair à noite, xoninhas que querem aparentar ser mais durões, etc.

Depois deste longo preâmbulo, deixem-me falar do concerto. Como o querido leitor sabe, eu transformei-me em fã do Djodje há coisa de meses e ter a possibilidade agora de o ver ao vivo foi um autêntico luxo. O público estava doido, cantavam, gritavam, sabiam as letras todas de cor. Eu diverti-me imenso e dancei ainda mais. O miúdo é giro, giro - a minha irmã também achou - e super simpático com o público. Cantou aquelas músicas todas que o youtube me toca, não cantou umas 4 ou 5 da minha dúzia de músicas... mas não fez mal nenhum. Só dei por falta delas já em casa. Em compensação, trouxe convidados (Dynamo e Ricky Boy).
Bom, como o caríssimo leitor deve imaginar, o concerto foi animadíssimo e nós gostámos imenso! A ver se repetimos a dose em Agosto!

Exploração

Acho um absurdo pagar mais de 300 euros para ir a Lisboa... (e não pago, recuso-me).
E aquele escalonamento das tarifas (com/sem mala, milhas, lugares marcados, papel higiénico, chulé do passageiro anterior) uma intrujice. Quem é que faz voos de mais de 3 ou 4 horas só com mala de mão? (Sim, ok, eu também já o fiz), mas e intercontinentais?!

sábado, 22 de abril de 2017

344º momento cultural: José de Almada Negreiros - Uma forma de ser moderno




As idas a Lisboa costumavam ser recheadas de momentos culturais e gastronómicos. Nos últimos tempos houve um curto interregno, mas desta feita voltaram as comezainas recheadas de histórias picantes e regadas de um vinho fresco. Fui e aprovei o Bastardo e o Café Buenos Aires. Era para haver cinema e teatro, mas fica para a próxima. No entanto, fui ver a exposição de José Almada Negreiros na Gulbenkian com a minha mãe, que me disse que já não lá ia desde... o meu baptizado (4 de Março de 1979)!
A exposição é enorme e estava bastante gente para um dia de tarde a meio da semana. Eu não conhecia muito além dos auto-retratos, dos retratos de Fernando Pessoa e mais um tríptico sobre a emigração. Por isso, surpreendi-me e adorei! É alegre, é versátil e é circense. Sim, foi a colecção de saltimbancos que me aqueceu o coração. Eu devo ter sido artista de circo noutra encarnação, mas mesmo há muito tempo, pois não gosto nada de ir efectivamente ao circo, mas adoro e até me revejo em todo o imaginário e versatilidade circense!
Bom, vejam algumas das minhas obras preferidas que é mais interessante que este blábláblá!



(Conseguirá o querido leitor de olho de lince ver a pequena gueixa que se esconde ao lado do saltimbanco-pierrot?)










sexta-feira, 21 de abril de 2017

Coisas que nos pertencem mesmo antes de as encontrarmos ou a hiperportugalidade entre emigrantes

Troquei os óculos Tom Ford por um Ana Aragão, como já tinha anunciado ao querido leitor. Mas só agora é que o trouxe de Lisboa. A história já se vem escrevendo há uns quatro anos e estou muito contente por concretizar mais uma ideia minha*. Queria ter um quadro dela na minha casa nova. O certo é que a casa ainda está para vir. Maria Calíope é esquisitinha, já se sabe, e tem dificuldade em bater os olhos no que quer que seja e gostar. Por isso quando gosta, é logo para agarrar. Já cá morava comigo o Babel e agora veio este fantástico Biennale di Veneza.

*Gosto muito de saber que as minhas palavras, mesmo que em pensamento, não são ocas, e que cumpro aquilo a que me proponho, ainda que possa demorar.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Vambora

Emalei a minha sobrinha e ela parece que gostou de habitar a minha mala. Ela não sabe que eu sou a tia preferida dela, caso contrário não teria berrado, quando tentei pegar nela. Deve ter sido estranho ver-me a 3D. Ao fim de uma semana, já éramos quase best buddies, quase pois fui preterida diante dos meus primos e tio. Eles têm barba. Deve ser isso. (ou então usam Axe bebés). Eu cortei franja, mas não surtiu efeito. Enfim, passei uma semana a ameaçar que a deserdava e ela não fez caso. Não percebeu o que estava em jogo. Ofereci-lhe uns sapatos e ela quase os comeu. Óptimo! No último dia comecei o processo de africanização e ela reagiu muito bem!

Há mais daqui a uns meses. Agora voltei à vida real sem choros repentinos e desesperantes! A TAP pôs este vambora à chegada a Viena e é isso mesmo! O caminho é para a frente!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O meu pequeno pónei

Eis o Maçãs :) desencantado pela minha mãe de algum saco de brinquedos vintage que agora estão a ser recuperados para a minha sobrinha. Minha sobrinha, a patroa, pois andamos todas cá em casa a gravitar em torno dela. Eu própria dou por mim sentada no chão a falar com diminutivos, relatando as músicas infantis que passam em contínuo na televisão ou a inventar jogos ou maneiras de a distrair. A minha paciência com crianças é qb, mas esta miúda vai fazer de mim gato-sapato... Desconfio.

Pés no chão (169)


No último dia de Paris - dessa viagem - fui visitar a Notre Dame.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Senator dixit

"Epá, ao pé das tuas conversas com as tuas amigas, o meu grupo do whatsapp de vídeos porno com os meus amigos é uma cena de meninos!".

(E eu a achar-me uma atadinha-praticamente-flor-de-papel-de-parede)




Pés no chão (168)


5º andar sem elevador... pois, uma pessoa desce e reza a todos os santinhos não se ter esquecido de nada. De qualquer modo, valeu a pena ir para aquele quarto 25! Uns dias fantásticos em Paris, foi o que foi!



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Pés no chão (167)


Se bem se lembra o querido leitor, Maria Calíope foi no ano passado a Paris ver a exposição do Amadeo Souza Cardoso. O hotelzinho onde fiquei tinha este chão fantástico!


domingo, 16 de abril de 2017

Iluminismo

O estimado leitor de boa memória saberá que este é um blogue Páscoa-friendly! É na noite de Páscoa que se acende o fogo novo, que simboliza a passagem das trevas para a luz. Gosto muito desta imagem de abertura e presença de espírito, de conhecimento, de esclarecimento. E é isso mesmo que me desejo a mim e ao meu querido leitor, caso acredite nestas coisas! Boa Páscoa!